Uma nova variante do coronavírus já foi identificada em ao menos 23 países. A BA.3.2, apelidada de Cicada (cigarra, em português), começou a infectar pessoas na África do Sul, no final de 2024, segundo o Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC) dos Estados Unidos.
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Até o momento, nenhum caso foi registrado no Brasil. Apesar de ter sido suplantada por outras variantes, ela ressurgiu nos EUA cerca de um ano depois e passou a causar mais infecções. De acordo com cientistas, a Cicada apresenta de 70 a 75 novas mutações.
O número é maior do que o presente nas variantes que começaram a circular em 2023, mas, por outro lado, a Cicada ainda faz parte da família de vírus Ômicron, que surgiu em 2021 e, por isso, ainda compartilha de semelhanças genéticas de variantes conhecidas.
Desta forma, as vacinas atualizadas que miram cepas dominantes da Ômicron conseguem ser eficazes contra a BA.3.2. No entanto, por conta da mutação do vírus, ainda pde oferecer menos proteção.
À Time Magazine, o Dr. William Schaffner, professor de doenças infecciosas do Centro Médico da Universidade Vanderbilt, explica a eficácia da vacina. "Parece que toda a proteção que temos com base em nossa experiência com o vírus e com as vacinas provavelmente oferece uma proteção mais limitada contra essa cepa", diz.
A orientação do CDC é que pessoas de alto risco se vacinem contra COVID-19 seguindo o calendário vacinal estabelecido, pois esta parece atingir o pico duas vezes por ano, diferente da gripe. O objetivo da vacina é evitar que se desenvolva um quadro grave que exija hospitalização.
Os sintomas da Cicada são semelhantes aos da COVID-19. Dor de garganta, febre, dor de abeça, calafrios, tosse e coriza. Ou seja, também parecidos como os sintomas da gripe, por isso, a recomendação do CDC é que se faça um teste para descartar a presença do vírus COVID-19.
No entanto, ainda não se sabe se os testes da COVID-19 serão eficazes para detectar a variante Cicada. Mas, especialistas apontam que esses testes procuram partes do vírus que sofrem alteração com menos facilidade, o que facilitaria na identificação do novo vírus.
Quanto aos casos graves, ainda não há registros de que o vírus Cicada esteja causando mais consequências do que a COVID-19 em comparação com variantes anteriores.