Câncer de intestino: lições da trajetória de Preta Gil e a importância da prevenção

Um ano após a morte da cantora, relembre a trajetória contra o câncer de intestino e entenda quais são os sinais da doença, os fatores de risco e a importância do diagnóstico precoce

20 jul 2026 - 16h14
Resumo
Um ano após a morte de Preta Gil, a trajetória da artista trouxe à tona a importância da prevenção do câncer de intestino. O adenocarcinoma, tipo mais comum do câncer colorretal, tem altas chances de cura se detectado precocemente. Reconhecer sintomas iniciais e adotar exames preventivos são cruciais para o tratamento eficaz. 🚨

Um ano após a morte de Preta Gil, o câncer de intestino volta ao centro das discussões sobre saúde e prevenção.

Conheça os sintomas do câncer de intestino
Conheça os sintomas do câncer de intestino
Foto: Reprodução/Instagram / Saúde em Dia

A cantora foi diagnosticada, em 2023, com um adenocarcinoma, o tipo mais comum de câncer colorretal. Depois de passar por cirurgias, quimioterapia e radioterapia, ela chegou a entrar em remissão.

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No entanto, a doença voltou em 2024 e evoluiu com metástases. Em julho de 2025, Preta Gil morreu em decorrência de complicações do câncer.

A trajetória da artista reforçou a importância de falar sobre os primeiros sintomas da doença.

Quando identificado nas fases iniciais, o câncer de intestino apresenta chances muito maiores de tratamento e cura.

O que é o adenocarcinoma?

O adenocarcinoma é um tumor maligno que se desenvolve nas células responsáveis pela produção de muco no intestino grosso, principalmente no cólon e no reto.

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Ele representa a maioria dos casos de câncer colorretal. Na maior parte das vezes, o tumor surge a partir de pólipos intestinais.

Essas pequenas lesões podem permanecer benignas durante anos, mas algumas evoluem para câncer se não forem identificadas e removidas.

Por isso, exames preventivos são fundamentais.

Quais são os primeiros sintomas do câncer de intestino?

Um dos desafios da doença é que ela pode não provocar sintomas no início. Conforme o tumor cresce, alguns sinais começam a aparecer.

Os principais sintomas incluem:

  • Sangue nas fezes.
  • Alteração persistente do funcionamento do intestino, com diarreia ou prisão de ventre.
  • Dor ou desconforto abdominal frequente.
  • Sensação de evacuação incompleta.
  • Perda de peso sem causa aparente.
  • Fraqueza e cansaço constante.
  • Anemia, principalmente por deficiência de ferro.

É importante lembrar que esses sintomas também podem estar relacionados a outras doenças. Mesmo assim, eles não devem ser ignorados e precisam ser investigados por um médico.

Como o câncer de intestino surge?

O câncer colorretal costuma ser resultado de uma combinação de fatores genéticos, ambientais e de estilo de vida.

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Entre os principais fatores de risco estão:

  • Idade acima dos 50 anos.
  • Histórico familiar da doença.
  • Doenças inflamatórias intestinais.
  • Obesidade.
  • Sedentarismo.
  • Tabagismo.
  • Consumo excessivo de bebidas alcoólicas.
  • Alimentação rica em carnes processadas e pobre em fibras, frutas e vegetais.

Nos últimos anos, especialistas também observaram um aumento dos casos em adultos mais jovens, reforçando a necessidade de atenção aos sintomas, independentemente da idade.

Como é o tratamento?

O tratamento depende do estágio em que o câncer é diagnosticado.

Nos casos iniciais, a cirurgia costuma ser suficiente para remover o tumor.

Em situações mais avançadas, podem ser indicadas combinações de quimioterapia, radioterapia, terapias-alvo e imunoterapia, conforme as características do câncer.

Durante sua luta contra a doença, Preta Gil passou por diferentes etapas de tratamento, incluindo cirurgias e terapias para controlar a progressão do tumor após a recidiva.

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Cada paciente recebe um plano terapêutico individualizado, definido por uma equipe multidisciplinar.

O diagnóstico precoce salva vidas

O principal aliado contra o câncer de intestino continua sendo o diagnóstico precoce.

A colonoscopia é considerada o exame mais eficaz para detectar pólipos antes que eles se transformem em câncer e também para identificar tumores ainda em estágio inicial.

Pessoas com maior risco podem precisar iniciar o rastreamento antes dos 50 anos, sempre conforme orientação médica.

Além dos exames preventivos, manter uma alimentação equilibrada, praticar atividade física regularmente, evitar o cigarro e reduzir o consumo de álcool são medidas que ajudam a diminuir o risco da doença.

Um ano após a morte de Preta Gil, sua história continua servindo como um importante alerta: conhecer os sintomas, procurar atendimento diante de qualquer alteração persistente e realizar os exames preventivos pode fazer toda a diferença no sucesso do tratamento.

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