Manter uma rotina ativa após os 60 anos pode parecer um desafio para muitos, mas para a americana Beth Bacon, isso faz parte de um estilo de vida. Aos 62 anos, ela corre cerca de 72 quilômetros por semana, pratica musculação e uma variedade de exercícios. A estratégia visa preservar a saúde física e mental na melhor idade.
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Em relato publicado pela revista Women's Health, Beth contou seus segredos para se manter ativa e constante nas atividades físicas. “Não me limito a um esporte ou método de treinamento específico. Estou sempre disposta a experimentar de tudo”, conta Beth. Ao longo da vida, ela já praticou corrida, aeróbica, natação em águas abertas, provas de obstáculos e até ginástica artística.
Atualmente com mais de 60 mil seguidores no Instagram, ela compartilha sua intensa rotina e incentiva a todos para que saiam de casa e comecem a se mexer.
Ainda na infância a relação com os esportes se fortaleceu, já que Beth é filha de militar e tem seis irmãos. Hoje avó, ela cresceu em um ambiente marcado por mudanças constantes e atividades ao ar livre. “Percebi desde cedo que me sentia melhor quando estava em movimento”, relembra.
A corrida, no entanto, não caiu no gosto da musa fitness logo de primeira. Inspirada por um vizinho que corria diariamente, ela decidiu dar uma chance. “Eu detestava correr, mas sabia que a consistência era fundamental. Depois de algumas semanas, meu corpo se adaptou e eu me apaixonei”, afirma.
Rotina e disciplina
Hoje, a corrida é parte central da rotina dela. Beth acorda às 4h e sai para correr por volta das 4h30. “Corro por pelo menos uma hora e uso isso como uma forma de meditação. É o momento de organizar meus pensamentos e definir o tom do dia”, diz.
Além da corrida, a musculação é outro pilar importante para manter o condicionamento e prevenir possíveis lesões. Depois dos treinos aeróbicos, ela inclui exercícios de força, como agachamentos, barras e movimentos calistênicos. “A ativação de diferentes grupos musculares mantém o corpo equilibrado e reduz o risco de lesões”, explica.
Um dos principais “segredos” apontados por Beth para manter a constância nos treinos é evitar a monotonia. Ela sempre buscou novas modalidades sempre que sentia a rotina ficar repetitiva. “Acredito que o maior obstáculo para uma rotina consistente é o tédio. Se você não estiver interessado, não vai se manter comprometido”, afirma.
Foi assim que, aos 50 anos, decidiu começar na ginástica artística, um desejo antigo. “Eu sempre quis tentar. Então parei de adiar e me matriculei em uma aula. Me apaixonei imediatamente”, conta. Segundo ela, a prática ajudou a aumentar a força, equilíbrio e coordenação, habilidades importantes com o avanço da idade.
Metas e constância
As metas possíveis são fundamentais nessa jornada. Ao iniciar na ginástica, por exemplo, a meta de Beth era simples: aprender a fazer uma parada de mãos. “Eu tinha medo, mas pratiquei todos os dias. Depois de anos, consegui evoluir”, diz.
Em corridas, ela já completou 17 maratonas e atualmente treina com foco em desempenho compatível com a idade. “Meu objetivo é dar o meu melhor hoje, sem lesões”, afirma.
Para Beth, a longevidade está diretamente ligada à disposição. “Você nunca deve parar de explorar o que é capaz. Estar em forma não tem idade”, conclui.