O risco de infarto em mulheres merece atenção, especialmente após a menopausa.
Entender os fatores de risco ajuda a prevenir e buscar cuidado no tempo certo.
Segundo o Ministério da Saúde, ocorrem de 300 mil a 400 mil casos anuais no Brasil.
Por isso, prevenção e acompanhamento médico não são "luxo".
Dr. Louis Nakayama Ohe, cardiologista e chefe da Hemodinâmica do Instituto Dante Pazzanese, reforça o alerta. Hemodinâmica é a área que faz exames e procedimentos com cateter no coração.
Ele explica que o infarto pode afetar mulheres de forma particular.
Hormônios e estresse do dia a dia entram nessa conta.
Por que o infarto em mulheres exige olhar específico
Após a menopausa, a queda do estrogênio reduz uma proteção natural do sistema cardiovascular.
Com isso, alguns riscos aumentam e se somam entre si.
A boa notícia é que muita coisa é modificável.
Hábitos, exames e tratamento correto reduzem a chance de complicações.
O que muda na prevenção, na prática
Você não precisa agir só quando sente algo.
O foco é controlar fatores silenciosos, como pressão e colesterol.
Também vale mapear "gatilhos" do estilo de vida.
Sono ruim, estresse e sedentarismo pesam mais do que parecem.
10 fatores de risco de infarto em mulheres
A seguir, veja os 10 fatores e o que fazer em cada caso.
Use como guia e converse com seu médico.
1) Pressão alta (hipertensão)
A hipertensão força o coração a trabalhar mais.
Com o tempo, isso aumenta o risco cardiovascular.
Como prevenir e controlar
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Meça a pressão com regularidade.
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Siga o tratamento, se houver prescrição.
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Reduza sal e ultraprocessados, quando possível.
2) Colesterol alto (dislipidemia)
O excesso de LDL favorece placas nas artérias.
Isso pode reduzir o fluxo de sangue para o coração.
No climatério e na menopausa, os níveis podem mudar.
Vale checar com exames e rotina de acompanhamento.
Como prevenir e controlar
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Faça exames periódicos conforme orientação médica.
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Ajuste alimentação e atividade física.
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Use medicação, se indicada.
3) Diabetes
A glicose alta, por anos, danifica vasos sanguíneos.
Isso facilita inflamação e piora o risco de entupimento.
Como prevenir e controlar
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Controle glicemia e hemoglobina glicada.
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Priorize alimentação regular e sono adequado.
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Mantenha seguimento com equipe de saúde.
Âncora para link interno: diabetes e saúde do coração.
4) Tabagismo
O cigarro inflama vasos e aumenta chance de coágulos.
Em mulheres, o risco pode crescer com outros fatores associados.
Como reduzir o risco
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Busque apoio para parar, com plano e acompanhamento.
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Evite "só alguns por dia": o dano ainda existe.
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Peça orientação sobre reposição de nicotina, se necessário.
5) Uso de anticoncepcionais
Alguns anticoncepcionais podem elevar o risco de trombose.
O cuidado aumenta quando há hipertensão ou tabagismo.
Como agir com segurança
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Informe seu histórico ao ginecologista e ao cardiologista.
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Reavalie método se você fuma ou tem pressão alta.
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Não interrompa por conta própria.
6) Menopausa
Com menos estrogênio, vasos tendem a perder flexibilidade.
Isso pode favorecer inflamação e alterações metabólicas.
Como se proteger
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Faça check-up cardiometabólico no período.
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Priorize exercício e alimentação consistente.
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Discuta sintomas e riscos com seu médico.
7) Distúrbios do sono
Sono ruim, de forma crônica, desequilibra o corpo.
Apneia do sono pode se relacionar a pressão alta e arritmias.
Como reduzir o impacto
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Observe ronco alto e sonolência diurna.
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Procure avaliação se houver suspeita de apneia.
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Crie rotina de sono com horário mais estável.
8) Sedentarismo
Ficar parada reduz condicionamento e piora marcadores metabólicos.
Isso facilita ganho de peso e descontrole de colesterol.
Como começar sem exageros
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Inicie com caminhadas curtas e frequentes.
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Aumente o tempo aos poucos, com constância.
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Escolha algo sustentável, não perfeito.
9) Estresse crônico
Estresse constante incentiva hábitos ruins e piora o sono.
Também pode elevar pressão e aumentar sobrecarga do organismo.
Como proteger o coração
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Identifique fontes de estresse repetidas.
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Inclua pausas e atividade física como "remédio diário".
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Busque apoio psicológico quando necessário.
10) Hereditariedade
Histórico familiar de doença cardíaca aumenta o risco.
Isso pede atenção mais cedo e monitoramento mais de perto.
Como agir
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Informe casos na família e idades dos eventos.
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Faça check-ups conforme orientação profissional.
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Redobre controle dos fatores modificáveis.
Prevenção do infarto: um plano simples para o dia a dia
Prevenir é combinar rotina saudável e acompanhamento médico.
O objetivo é controlar o que é silencioso antes de virar urgência.
Checklist de prevenção para reduzir o risco
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Controle pressão, colesterol e glicemia.
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Mexa o corpo com regularidade.
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Pare de fumar e evite recaídas.
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Durma melhor e trate apneia, se houver.
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Reduza estresse com estratégias práticas.
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Faça exames de rotina no intervalo recomendado.
Dr. Louis Nakayama Ohe reforça a constância.
Exames e cuidado contínuo reduzem riscos ao longo da vida.