Enxaqueca Vestibular: Conheça sintomas silenciosos que muita gente ignora

Tontura e vertigem podem indicar enxaqueca vestibular, condição pouco reconhecida que afeta milhões de brasileiros

22 abr 2026 - 13h59

O Dia Nacional da Tontura, em 22 de abril, chama atenção para um sintoma comum e muitas vezes ignorado: a tontura. Ela pode estar ligada à enxaqueca, uma condição neurológica que afeta cerca de 30 milhões de brasileiros, segundo a Sociedade Brasileira de Cefaleia.

Nem sempre a enxaqueca causa dor de cabeça. Em alguns casos, o principal sinal é a tontura.

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O que é enxaqueca vestibular

A enxaqueca vestibular é um tipo de enxaqueca que afeta o equilíbrio.

Segundo o neurologista especialista em Cefaleia, Tiago de Paula, o paciente pode sentir vertigem mesmo sem dor de cabeça.

Isso faz com que muita gente confunda o problema com labirintite. O erro pode atrasar o diagnóstico correto.

Sintomas silenciosos que confundem

Os sinais da enxaqueca vestibular nem sempre são óbvios. Por isso, costumam ser ignorados.

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Os principais sintomas são:

  • Tontura frequente.
  • Sensação de desequilíbrio.
  • Vertigem que dura de minutos a dias.
  • Sensibilidade à luz e ao som.
  • Sensação de "cabeça leve" ou mareada.

As crises podem durar de cinco minutos até três dias. Em muitos casos, não há dor de cabeça.

Por que a tontura acontece

A enxaqueca vestibular está ligada a uma maior sensibilidade do cérebro.

Durante a crise, estímulos como luz, som e movimento são percebidos de forma mais intensa.

Isso afeta o sistema responsável pelo equilíbrio e provoca vertigem e instabilidade.

Diagnóstico exige atenção

O diagnóstico da enxaqueca vestibular não é simples. Isso porque os sintomas podem ser confundidos com outras condições, como labirintite ou doença de Ménière.

A diferença é que a enxaqueca vestibular não é causada por problema no ouvido interno. Por isso, exames auditivos costumam ser normais.

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A avaliação deve ser feita por um médico especialista, com base no histórico do paciente.

O que pode piorar as crises

Alguns fatores aumentam o risco de crises de enxaqueca vestibular:

  • Estresse.
  • Ansiedade e depressão.
  • Alterações hormonais.
  • Privação de sono.
  • Atividade física intensa durante a crise.

Nas mulheres, os sintomas podem piorar perto da menstruação ou na perimenopausa.

Tratamento da enxaqueca vestibular

O tratamento busca reduzir a frequência e a intensidade das crises.

Ele pode incluir medicamentos como:

  • Betabloqueadores.
  • Bloqueadores de canais de cálcio.
  • Anticonvulsivantes.

Em alguns casos, outras opções são indicadas, como toxina botulínica e terapias com anticorpos específicos.

Além disso, a reabilitação vestibular ajuda a melhorar o equilíbrio e reduzir a tontura.

Mudanças no estilo de vida fazem diferença

O controle da enxaqueca também depende de hábitos diários.

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Algumas medidas simples ajudam a prevenir crises:

  • Manter rotina de sono regular.
  • Evitar alimentos desencadeantes.
  • Controlar o estresse.
  • Praticar atividade física com orientação.

Quando procurar ajuda

Tontura frequente não deve ser ignorada. Se os sintomas forem recorrentes, o ideal é buscar avaliação médica.

O diagnóstico correto faz toda a diferença no tratamento e na qualidade de vida.

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