Ministério da Saúde mantém fora do SUS o medicamento vosoritida para tratamento de acondroplasia, citando incertezas sobre aplicação e custo-efetividade.
O Ministério da Saúde negou o recurso administrativo da BioMarin Brasil Farmacêutica e manteve a decisão de não incorporar o medicamento vosoritida ao Sistema Único de Saúde (SUS). A medida foi publicada no Diário Oficial da União nesta quinta-feira, 24.
A BioMarin Brasil Farmacêutica tentava reverter a determinação tomada pelo Ministério em 1º de julho, quando o órgão barrou o fornecimento do produto para o tratamento de acondroplasia em pacientes a partir de 6 meses de idade com epífises ósseas abertas.
A acondroplasia é uma condição genética que afeta o crescimento dos ossos e pode resultar em baixa estatura. O medicamento vosoritida atua em uma via relacionada ao crescimento ósseo e busca estimular o desenvolvimento dos ossos em crianças que ainda estão em fase de crescimento.
A decisão do Ministério em barrar o remédio no SUS partiu após análises feitas pela Conitec (Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no SUS), que apontou incertezas sobre a população que deveria receber a vosoritida, a idade para iniciar e interromper o tratamento e sua duração, além de preocupações com o custo-efetividade e o impacto orçamentário da incorporação ao sistema.