Quase 30 anos após o original, Sandra Bullock e Nicole Kidman retornam aos cinemas em "Da Magia à Sedução: Feitiço de Amor". A sequência traz as irmãs Sally e Gillian enfrentando novamente a maldição familiar que vitima os homens por quem se apaixonam, agora envolvendo as filhas de Sally, vividas por Joey King e Maisie Williams. Misturando fantasia, romance e bruxaria ligada à natureza, a trama destaca a herança entre gerações sob uma ótica ficcional e simbólica da espiritualidade.
Quase 30 anos depois do primeiro filme, a magia das irmãs Owens está de volta.
"Da Magia à Sedução: Feitiço de Amor" estreia nos cinemas nesta quinta-feira (10) e reúne novamente Sandra Bullock e Nicole Kidman nos papéis de Sally e Gillian.
A sequência retoma a história da família de bruxas e a antiga maldição que acompanha as mulheres Owens.
Na trama, os homens por quem elas se apaixonam acabam morrendo. Agora, Sally e Gillian precisam lidar mais uma vez com as consequências dessa herança mágica.
Mas o que a bruxaria apresentada nos filmes tem a ver com a espiritualidade?
A magia faz parte da história da família Owens
Desde o primeiro filme, a magia não aparece apenas como um recurso para criar efeitos sobrenaturais.
Ela faz parte da identidade da família.
Sally e Gillian cresceram cercadas por mulheres que conhecem ervas, poções, encantamentos e diferentes formas de magia.
As tias Jet e Frances também têm um papel importante na transmissão desse conhecimento.
A casa das Owens funciona quase como uma extensão desse universo. Livros, plantas, objetos e receitas aparecem ligados às práticas mágicas.
Na ficção, esses elementos ajudam a construir uma visão de bruxaria relacionada à natureza, à intuição e aos vínculos familiares.
E os feitiços?
Os feitiços são um dos elementos mais conhecidos de Da Magia à Sedução.
No primeiro filme, Sally e Gillian recorrem à magia em diferentes momentos. Um dos principais acontecimentos envolve um feitiço usado para trazer Jimmy Angelov de volta à vida.
A tentativa, porém, tem consequências.
É justamente aí que o filme mostra uma ideia comum em histórias de magia: todo encantamento teria algum tipo de preço ou consequência.
Na espiritualidade, porém, não existe uma única forma de entender o que seria um feitiço. Práticas mágicas variam conforme tradições, culturas e crenças.
Por isso, o que aparece nos filmes deve ser entendido como parte da fantasia.
A maldição das mulheres Owens
A maldição amorosa é outro ponto central da história.
Segundo a regra criada para a família, nenhum homem conseguiria amar uma mulher Owens sem sofrer uma consequência fatal. Por isso, Sally tenta fugir da magia e construir uma vida diferente.
A ideia da maldição também ganha espaço na sequência. O novo filme mostra que o passado da família continua influenciando as novas gerações.
Esse elemento permite uma leitura simbólica sobre crenças familiares.
Na vida real, histórias, costumes e valores podem ser transmitidos entre gerações. Já a ideia de uma maldição sobrenatural pertence ao universo fantástico da produção.
A magia como conexão com a natureza
Outro ponto que chama atenção nos filmes é a relação entre magia e elementos naturais.
Ervas, flores, plantas e ingredientes aparecem em diferentes momentos. Essa representação conversa com tradições de magia popular que utilizam elementos da natureza de maneira simbólica.
No universo de Da Magia à Sedução, esses objetos ganham poderes próprios dentro da narrativa.
Na espiritualidade, práticas com ervas e outros elementos naturais aparecem em diferentes culturas. Os significados, porém, mudam de acordo com cada tradição.
O que muda em Da Magia à Sedução 2?
A sequência amplia a história da família Owens e coloca uma nova geração no centro da trama. Joey King e Maisie Williams interpretam Kylie e Antonia, filhas de Sally.
Assim, a magia deixa de ser apenas uma herança do passado e passa a envolver também as descendentes das irmãs.
O filme mantém a mistura de romance, fantasia e bruxaria que marcou a produção original.
Para quem gosta de espiritualidade, a franquia também oferece um convite para pensar sobre diferentes formas de representar a magia no cinema.
Mas vale lembrar: os feitiços, maldições e poderes sobrenaturais mostrados nos filmes fazem parte da ficção e não são comprovação de práticas espirituais ou de fenômenos sobrenaturais.
Ainda assim, quase três décadas depois, as Owens mostram que algumas histórias sobre magia continuam encontrando espaço para novas gerações.
-
Confira os conteúdos do Instagram do João Bidu: