Inspirada no livro de Ray Tavares, a série da Netflix "Os 12 Signos de Valentina" retrata a busca pelo parceiro ideal através dos signos. Contudo, a astrologia mostra que comparar apenas o signo solar é insuficiente para medir a compatibilidade amorosa. Uma análise real exige a Sinastria, que cruza mapas astrais completos avaliando elementos, a Lua e Vênus. Mais do que apontar falhas no outro, a prática revela padrões individuais e indica que o sucesso da relação depende do esforço do casal.
Você provavelmente já ouviu alguém dizer que nunca mais sai com um ariano. É esse impulso, de culpar o signo quando uma relação acaba, que move Os 12 Signos de Valentina, nova série brasileira da Netflix.
E ele é mais comum do que parece: segundo pesquisa do Personare com o happn divulgada em 2025, 58% das pessoas conferem a compatibilidade dos signos antes mesmo de um primeiro encontro.
Na série, a protagonista, estrelada por Giovanna Grigio, é traída pelo namorado, atribui o fim do relacionamento à incompatibilidade astral entre os dois e decide sair com um garoto de cada signo do zodíaco, relatando tudo em um videocast.
As gravações de Os 12 Signos de Valentina foram confirmadas pela Netflix em fevereiro de 2026 e a estreia está prevista para este ano, sem data definida.
O plano parece lógico, mas esbarra em um detalhe: para a Astrologia, comparar dois signos solares é o passo menos relevante de uma análise de compatibilidade.
O signo solar é só o começo do Mapa Astral
O signo que a maioria das pessoas conhece é o solar, definido pela posição do Sol na data de nascimento. Ele tende a descrever o que move a pessoa e o que ela busca expressar. É informação relevante, mas é uma fatia de um desenho bem maior.
Essa é a confusão mais comum quando o assunto é compatibilidade. O signo solar mostra a essência de alguém, mas é Vênus que entra em cena na hora do flerte, e a Lua é o que tende a se revelar na intimidade do casal. São posições diferentes, em signos que raramente coincidem.
Na prática, isso desmonta os estereótipos mais repetidos. Uma pessoa de Escorpião com Lua em Aquário pode ser bem mais desapegada do que se imagina. Uma de Áries com Vênus em Touro tende a ir bem mais devagar no amor do que o signo solar sugere.
Na Sinastria, essa leitura se aplica entre dois Mapas. O que se observa são os aspectos, que são os ângulos formados entre os planetas de uma pessoa e os da outra, e a combinação dos elementos dos dois Mapas, ou seja, quanto de Fogo, Terra, Água e Ar cada um carrega.
Um exemplo de como isso é específico: a Lua de uma pessoa no signo oposto à Vênus da outra tende a sugerir magnetismo quase instantâneo e uma sensação de complementaridade.
Já Vênus de um em tensão com Marte do outro costuma indicar atração com atrito, do tipo que começa intenso e se desgasta. Nada disso aparece na comparação de dois signos solares.
Como fazer uma Sinastria
Para assistir à série Os 12 Signos de Valentina mergulhando no universo astrológico, o caminho ideal é aprender a olhar para além do Sol e descobrir a sua Sinastria:
- 1. Reúna data, hora e cidade de nascimento das duas pessoas.
2. Acesse a Sinastria Amorosa Personare. Preencha os dados e a ferramenta faz o resto: sobrepõe um Mapa ao outro e verifica como os planetas de um conversam com os do outro.
As interpretações da Sinastria do Personare são assinadas por Alexey Dodsworth, astrólogo com 40 anos de experiência, doutor em Filosofia e mestre em Ensino de Astronomia.
O que a Sinastria revela sobre uma relação
O resultado de uma Sinastria indica, não determina. Aspectos considerados difíceis não são sentença de fracasso. Eles indicam os pontos que pedem mais conversa e mais paciência.
E aqui vem o que mais surpreende quem faz a primeira Sinastria: um número alto de desafios não é sinal ruim.
A própria análise do Personare explica que relacionamentos duradouros costumam apresentar muitos, como se cada pessoa tivesse buscado uma companhia capaz de desafiá-la a melhorar.
Nenhum aspecto determina que um casal vai funcionar para sempre, porque esse tempo é definido pela competência dos dois em sustentar a relação, e não pelos astros.
Todos os signos podem combinar entre si, e o signo solar é justamente um dos fatores menos importantes numa análise séria de compatibilidade.
Quando o problema não é o signo do outro
Existe uma parte dessa saga da busca pelo signo certo que aparecerá em Os 12 Signos de Valentina que as pessoas costumam deixar de lado: os padrões que se repetem.
Quando o mesmo tipo de desencontro aparece em relações diferentes, com pessoas de signos diferentes, a pista provavelmente está no seu próprio Mapa, e não no do outro.
É por aí que a Astrologia tende a ser mais útil depois de um término. Vênus, a Lua e a Casa 7 do seu Mapa, que é o setor ligado às parcerias, costumam mostrar o que você busca numa relação, o que precisa para se sentir seguro e o tipo de vínculo que se repete na sua vida afetiva.
Curiosamente, é mais ou menos esse o caminho que a protagonista percorre no livro de Ray Tavares que deu origem à série, lançado em 2017. O experimento começa como busca pela combinação astral perfeita e termina em outro lugar.
Se a série seguir a mesma rota, Valentina vai chegar sozinha à conclusão que a Astrologia já dá de graça: ninguém cabe inteiro num signo.
O post Os 12 Signos de Valentina: por que o signo do seu ex explica menos do que você pensa apareceu primeiro em Personare.
Marcia Fervienza (info@marciafervienza.com)
- Astróloga e terapeuta há mais de 20 anos. Associa sua experiência com aconselhamentos analíticos ao trabalho com Astrologia para facilitar o autoconhecimento, o empoderamento e a transformação pessoal.