O que é o equinócio da primavera? Entenda o fenômeno e aprenda rituais simbólicos 

Na espiritualidade, a transição entre as estações é associada à renovação e a práticas voltadas a intenções e novos projetos

22 set 2026 - 16h31
Resumo
O equinócio de setembro marca o início da primavera no Hemisfério Sul, fenômeno em que dia e noite têm a mesma duração. Além do aspecto astronômico, a data simboliza renovação, fertilidade e equilíbrio. Segundo a escritora Tânia Gori, o período convida a harmonizar a rotina e retomar projetos adormecidos. A celebração, ligada à tradição de Ostara, pode ser feita com rituais simples que envolvem plantas, sementes e o plantio simbólico de novas intenções para florescer no ciclo que se inicia.

A mudança de estação costuma marcar um período de transformação na paisagem, mas também pode ganhar significados simbólicos em tradições que observam os ciclos da natureza. Com a chegada da primavera, ideias como renovação, movimento e equilíbrio passam a ocupar espaço em diferentes práticas e interpretações.

A mudança de estação pode ser um convite para observar novos caminhos e buscar equilíbrio
A mudança de estação pode ser um convite para observar novos caminhos e buscar equilíbrio
Foto: Iurii Chornysh | Shutterstock / Portal EdiCase

O equinócio de setembro marca uma mudança de estação nos dois hemisférios: enquanto a primavera começa no Hemisfério Sul, o outono chega ao Hemisfério Norte. Nesse fenômeno astronômico, o dia e a noite têm durações aproximadamente iguais. Para além da astronomia, a chegada da primavera também carrega significados simbólicos em diferentes tradições, sendo associada à renovação, aos novos começos e ao despertar da natureza.

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Para a bruxa e escritora Tânia Gori, o equinócio da priimavera pode ser interpretado como um convite para observar aquilo que está em desequilíbrio na própria vida. "Antes de florescer, é preciso encontrar o equilíbrio. A natureza mostra isso de uma forma muito clara. Luz e escuridão se encontram e, a partir desse ponto, começa um novo movimento", explica Tânia Gori.  

Segundo ela, a reflexão pode ser levada para situações bastante concretas do cotidiano, como o tempo dedicado ao trabalho e ao descanso, o equilíbrio entre dar e receber, razão e intuição, silêncio e expressão e até entre cuidar das outras pessoas e reservar espaço para si.

A primavera, nesse sentido, representa mais do que florescimento. É também um período simbólico para retomar projetos, abrir caminhos, estabelecer novas intenções e movimentar aquilo que permaneceu adormecido durante os meses de inverno. 

"Equilíbrio não significa ficar parado. A própria natureza encontra seu ponto de equilíbrio para depois continuar seu movimento. A pergunta que podemos fazer é: o que desejo ver florescer na minha vida nesta primavera?", questiona. 

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Plantar uma semente pode representar simbolicamente o início de um projeto ou transformação
Foto: Likoper | Shutterstock / Portal EdiCase

Rituais simples para receber a primavera 

Na Bruxaria Natural, flores, ervas, sementes e elementos encontrados na natureza podem fazer parte das celebrações. Tânia Gori sugere práticas simples, como caminhar entre árvores e flores, decorar a casa com plantas da estação, iniciar uma pequena horta ou jardim e plantar algo enquanto mentaliza um projeto ou transformação que deseja desenvolver. 

Cores como amarelo, branco, dourado e verde são associadas ao período, assim como aromas de jasmim, sálvia e violeta e pedras como o citrino, a esmeralda e o quartzo verde. Em algumas tradições contemporâneas do paganismo, a celebração da chegada da primavera também é relacionada a Ostara, associada ao renascimento, à fertilidade e ao despertar da natureza. 

Para Tânia Gori, porém, o principal ritual não exige nenhum objeto. A proposta é escolher, de forma simbólica, uma "semente" para o novo ciclo. "Pode ser um projeto, um relacionamento, um sonho, uma mudança ou uma nova versão de nós mesmos. A primavera lembra que existe um tempo para o recolhimento, outro para encontrar equilíbrio e outro para florescer", conclui Tânia Gori.

Por Rodrigo Almeida

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