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Hate: por que artistas transformam polêmica em audiência

O chamado marketing de hate, baseado em provocar críticas e dividir opiniões, voltou ao debate após um episódio envolvendo Felipe Amorim e Ludmilla.

20 abr 2026 - 18h24

Caso envolvendo Ludmilla e Felipe Amorim ilustra como o marketing de hate pode impulsionar visibilidade, mas também gerar desgaste

Em um cenário onde a atenção virou moeda nas redes sociais, artistas utilizam a polêmica como estratégia para impulsionar lançamentos e ampliar seu alcance. O chamado marketing de hate, baseado em provocar críticas e dividir opiniões, voltou ao centro do debate após um episódio envolvendo Felipe Amorim e Ludmilla.

Divulgação
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Foto: Revista Malu

Ao convidar Ludmilla para o single "Pecados como eu", o cantor Felipe Amorim apostou na presença forte e no carisma da artista para potencializar a música, que gira em torno de temas como sedução e envolvimento. Porém, durante a fase de divulgação, o artista chamou atenção ao afirmar publicamente que ela teria sido "a pior parceira profissional" de sua carreira.

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Para o estrategista de negócios Filipe Brandão, o uso do hate como ferramenta exige cautela e estratégia. "A polêmica chama atenção porque ativa emoções intensas, mas isso não significa que constrói conexão. Quando mal executada, ela pode gerar rejeição e afetar diretamente a percepção de valor do artista", afirma. Ele também alerta para o risco de perda de controle da narrativa. "Existe uma linha muito tênue entre gerar conversa e gerar desgaste. Quando o público percebe a estratégia como forçada, o efeito pode ser inverso", completa.

A fala rapidamente gerou repercussão negativa nas redes sociais, despertando críticas e indignação entre fãs.

Efeito rebote

Posteriormente, o próprio artista indicou que a declaração fazia parte de uma estratégia para chamar atenção para o lançamento, uma tentativa de transformar a polêmica em engajamento. A reação, porém, não saiu como o esperado, já que a própria Ludmilla demonstrou incômodo com a abordagem.

O episódio reforça um movimento maior dentro da indústria musical, em que artistas como Anitta, Luísa Sonza e Kanye West também transformam críticas e controvérsias em visibilidade. "O hate pode até gerar alcance imediato, mas não sustenta uma carreira sozinho. Sem consistência e posicionamento claro, o artista corre o risco de ser lembrado apenas pela polêmica, e não pelo seu trabalho", conclui Filipe Brandão.

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