Flávia Alessandra sempre foi vista como uma mãe presente e dedicada. Desta vez, a atriz mostrou um lado mais vulnerável ao revisitar escolhas feitas durante a infância da filha, Giulia Costa. Em um bate-papo sincero no podcast Pé no Sofá Pod, ela refletiu sobre a forma como lidou com temas como alimentação, imagem corporal e atividades físicas, reconhecendo que algumas atitudes, embora motivadas pelo desejo de cuidar, podem ter deixado marcas.
A conversa emocionou justamente por mostrar que, mesmo nas famílias mais amorosas, reconhecer erros faz parte do processo de amadurecimento das relações.
Flávia Alessandra admite que faria diferente hoje
Durante o episódio, Giulia Costa abriu espaço para diálogo ao pedir que a mãe refletisse sobre algumas situações vividas na infância. "Eu gostaria de ouvir você falando: 'Filha, talvez eu tenha errado na forma como eu te eduquei em relação à comida, ou ao corpo, talvez ao balé…'", disse a influenciadora.
Diante do pedido, Flávia respondeu com sinceridade e afirmou que, se tivesse a compreensão que possui atualmente, provavelmente teria agido de outra maneira. "Talvez eu tenha errado com você em relação ao seu corpo, em forçar uma atividade, em relação à comida, em relação à compulsão. Em relação a todas as coisas que hoje confundem sua cabeça, talvez eu tenha errado em todas elas. Assim como vou errar com a Olivia…", declarou.
Giulia revelou que aquele reconhecimento teve um significado especial. Segundo ela, era a primeira vez que ouvia a mãe assumir essa possibilidade de forma tão direta. "É que você não fala. Você diz: 'Meu Deus, como você tem uma visão distorcida'. Eu sei que você fazia pelo meu bem, mas às vezes a gente erra", respondeu.
Intenção de cuidar nem sempre impede consequências
Ao longo da conversa, Flávia explicou que jamais percebeu, na época, que algumas de suas atitudes poderiam provocar impactos negativos. "Mas é óbvio que eu fazia pelo bem. Se fosse uma coisa tão clara para mim, como a gente vê em algumas relações tóxicas entre mãe e filha, eu teria percebido que estava errando", afirmou.
A atriz também lamentou a possibilidade de que essas experiências tenham contribuído para os desafios enfrentados pela filha na vida adulta. "A coisa que eu mais gostaria na minha vida era não ter errado nesses lugares com você, para que você não tivesse todos os transtornos e distúrbios que você tem, se é que isso foi provocado pelo que eu fiz lá atrás", disse. Em seguida, completou: "É óbvio que eu queria não ter feito, pra você não ter hoje. Mas aquilo não era perceptível para mim. Eu achava que estava acertando".
O diálogo pode fortalecer os vínculos familiares
Nos últimos anos, Giulia Costa tem falado abertamente sobre sua saúde mental. A influenciadora revelou que enfrentou transtornos alimentares, incluindo bulimia, além de ansiedade e dermatilomania, um transtorno caracterizado pela compulsão de machucar a própria pele.
O relato das duas chama atenção por mostrar que a parentalidade não é isenta de falhas e que reconhecer equívocos não significa diminuir o amor existente na relação. Pelo contrário: admitir que determinadas escolhas podem ter causado sofrimento abre espaço para conversas mais honestas, acolhimento e reconstrução dos laços familiares. Em muitos casos, esse tipo de diálogo representa um passo importante no processo de compreensão e cura para pais e filhos.