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Consumo de álcool durante a gravidez cresce nos EUA, aponta estudo

Dados de 2011 a 2024 mostram que uso da substância atinge pico de 15% entre gestantes americanas

28 jul 2026 - 15h08
Resumo
O consumo de álcool entre gestantes nos EUA aumentou de 9% em 2011-2012 para um pico de 15% em 2021-2022, com dados indicando também alta no consumo excessivo e pesado, associado ao uso de tabaco.

Um novo estudo da Universidade Columbia, publicado no JAMA, acende um alerta sobre a saúde pública nos Estados Unidos: o consumo de álcool por mulheres grávidas aumentou significativamente na última década. A pesquisa, que analisou dados de 2011 a 2024, revela um crescimento preocupante não apenas no uso geral de álcool, mas também em padrões de maior risco, como o consumo excessivo e pesado. Essa tendência é preocupante, pois a exposição pré-natal ao álcool é a principal causa evitável de deficiência no neurodesenvolvimento em todo o mundo.

Foto: Imagem: gerada por IA / Portal Terra / TerrAI

Dados da pesquisa

A análise utiliza informações do Sistema de Vigilância de Fatores de Risco Comportamentais (BRFSS), pesquisa telefônica patrocinada pelo CDC. O levantamento avalia 33.729 mulheres de 18 a 49 anos que relatam estar grávidas e fornecem informações sobre o uso de álcool no mês anterior.

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A prevalência do uso atual de álcool (uma ou mais doses) sobe de 9% no biênio 2011-2012 para um pico de 15% em 2021-2022. No período de 2023-2024, o índice registra 14,5%.

Consumo excessivo e tabaco

O consumo excessivo (quatro ou mais doses em uma ocasião) e o consumo pesado (oito ou mais doses por semana) também registram alta. As taxas atingem 4,6% e 2%, respectivamente, até 2023-2024.

Os pesquisadores identificam uma associação entre o uso de tabaco e o consumo de maior risco. Entre as gestantes com consumo excessivo ou pesado, 68% também relatam uso de tabaco, em comparação com 31% daquelas que não usam a substância.

Avaliação dos especialistas

Emilie Bruzelius, pesquisadora da Universidade Columbia, afirma que o consumo na população em geral muda consideravelmente nos últimos anos, especialmente durante a pandemia de covid-19. Ela explica que cada período sucessivo de dois anos se associa a maiores chances de uso de álcool.

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Silvia Martins, professora de Epidemiologia e autora sênior do estudo, ressalta que nenhuma quantidade de álcool tem segurança estabelecida durante a gravidez.

Texto gerado com ajuda de Inteligência Artificial e editado pelo nosso time de jornalistas.
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