As hepatites virais afetam silenciosamente o fígado e podem evoluir para quadros graves como cirrose e câncer. Apesar de avanços no Brasil graças à vacinação e tratamento, desafios persistem para atingir as metas da OMS até 2030. O diagnóstico precoce e maior acesso a testes são essenciais para reduzir mortes e melhorar a saúde pública global.
Falta de testes precoces compromete metas de saúde e mantém alto o número de mortes evitáveis por hepatites virais no país e no mundo
No próximo dia 28 de julho, neste ano um domingo, será a celebração do Dia Mundial de Luta contra as Hepatites Virais. A data foi instituída pela Organização Mundial de Saúde (OMS). E o Brasil é um dos integrantes do Julho Amarelo, realizando campanhas diversas dessas infecções que acometem o fígado.
As hepatites virais - A, B, C, D e E - afetam o fígado, causando inflamações leves, moderadas ou graves. Na maioria das vezes, são infecções silenciosas, sem sintomas evidentes, mas que podem evoluir para quadros graves como cirrose e câncer hepático, e levar o paciente a óbito.
As hepatites virais no Brasil
No Brasil, as hepatites virais mais frequentes são a A, B e C. Segundo o Boletim Epidemiológico de Hepatites Virais 2025, do Ministério da Saúde, no período de 2000 a 2024 foram detectados 826.292 casos confirmados de hepatites virais no país. Desses, 174.977 (21,2%) referem-se a casos de hepatite A, 302.351 (36,6%) a hepatite B, 342.328 (41,5%). Já a hepatite C, 4.722 (0,6%) a hepatite D e 1.914 (0,1%) a hepatite E.
As infecções pelos vírus das hepatites B e C nem sempre apresentam sintomas. E como parte das pessoas infectadas desconhece a própria condição, com frequência tornam-se crônicas e podem evoluir por décadas sem diagnóstico. O avanço da doença compromete o fígado e pode causar fibrose avançada ou cirrose, que evoluem para câncer hepático e necessidade de transplante. Entre 2000 e 2024, foram identificados no Brasil 45.959 óbitos por causa associada às hepatites virais A, B, C e D. Sendo que 75,3% desses óbitos estiveram relacionados à hepatite C e 22,0% à hepatite B.
As regiões Sudeste e Sul concentram a maior parte dos casos de hepatite B e C no país. A região Sudeste responde por 34% dos casos de hepatite B e 57,7% dos de hepatite C, enquanto a região Sul concentra 30,9% e 27%, respectivamente.
Nos últimos dez anos, o Brasil registra avanços na redução da mortalidade por hepatites virais graças à vacinação e ao tratamento. Entre 2014 e 2024, o coeficiente de mortalidade por hepatite B caiu 50%, passando de 0,2 para 0,1 óbito por 100 mil habitantes. Enquanto o de hepatite C caiu 60%, chegando a 0,4 óbito por 100 mil habitantes em 2024. Ainda assim, o desafio permanece: a meta do Brasil, alinhada à OMS, é reduzir os óbitos por hepatites virais em 65% e a incidência em 90% até 2030.
A doença no mundo
No cenário global, estima-se que existam atualmente 304 milhões de pessoas vivendo com infecção crônica pelos vírus B ou C, segundo o Relatório Global de Hepatites 2024 da OMS. Ainda de acordo com esse relatório, em 2022 ocorreram cerca de 1,3 milhão de mortes globais associadas às hepatites B e C. Um aumento em relação aos 1,1 milhão registrados em 2019, sendo 83% atribuíveis à hepatite B e 17% à hepatite C. Esses números revelam um grave problema de saúde pública e exigem das autoridades um sistema eficiente de vacinação para as hepatites A e B, investimento robusto em saneamento básico, orientação da população sobre os riscos de transmissão sexual e vertical das hepatites B e C e, principalmente, ampliação do acesso a testes laboratoriais para diagnóstico e tratamento precoce.
Como diagnosticar a doença
Por se tratar, frequentemente, de infecções silenciosas, os testes rápidos imunocromatográficos para triagem das hepatites virais são fundamentais quando aplicados em regiões de alta prevalência ou em grupos populacionais de risco. Eles permitem identificar pessoas infectadas assintomáticas e encaminhá-las a um centro de referência para o diagnóstico definitivo. São testes de fácil manuseio, não exigem ambiente laboratorial e podem ser realizados em campo, próximos à p…
Suplementos: quando podem ajudar, de que forma e quando podem ser encarados como desperdício?
"Suplementação não significa substituição. Nenhum suplemento substitui uma alimentação equilibrada, um sono de qualidade, a prática regular de atividade física ou outros hábitos saudáveis. O suplemento tem a função de complementar a alimentação quando existe uma necessidade nutricional específica ou um objetivo bem definido", afirma Aline Goettert, diretora executiva da BRASNUTRI e mestra em nutrição
Utilizar suplementos sem necessidade ou apenas porque estão em alta nem sempre podem trazer benefícios. Em alguns casos, pode representar apenas um gasto desnecessário. E quando utilizados de forma inadequada ou em excesso, alguns nutrientes podem até oferecer riscos à saúde. Por isso, a recomendação é que a suplementação seja individualizada e considere fatores como alimentação, estado de saúde, estilo de vida e objetivos de cada pessoa, preferencialmente com a orientação de um nutricionista ou médico.
O crescimento do consumo de suplementos alimentares reflete uma mudança muito positiva no comportamento da população. As pessoas estão cada vez mais preocupadas com prevenção, envelhecimento saudável, prática de atividade física e qualidade de vida. Esse é um dos principais fatores que explicam a expansão do mercado nos últimos anos. "Mas é importante entender que suplementação não significa substituição. Nenhum suplemento substitui uma alimentação equilibrada, um sono de qualidade, a prática regular de atividade física ou outros hábitos saudáveis. O suplemento tem a função de complementar a alimentação quando existe uma necessidade nutricional específica ou um objetivo bem definido", afirma Aline Goettert, diretora executiva da BRASNUTRI e mestra em nutrição.
Resultados atuais sobre hepatites virais
Hoje, a ciência demonstra benefícios no uso de suplementos quando utilizados de forma adequada. A creatina, por exemplo, tem eficácia e segurança bem estabelecidas para diferentes públicos, desde praticantes de atividade física até idosos, sempre respeitando a indicação individual.
Da mesma forma, vitaminas e minerais podem ser fundamentais em situações de deficiência nutricional comprovada, aumento das necessidades do organismo ou em fases específicas da vida. "Na BRASNUTRI, defendemos uma suplementação responsável baseada em ciência, orientada por profissionais de saúde e sempre entendida como um complemento a um estilo de vida saudável", completa Aline Goettert.