O câncer de intestino, um dos mais comuns entre a população brasileira, também é um dos tipos identificados mais tardiamente. Segundo um levantamento da Fundação do Câncer de 2025, mais de 60% dos diagnósticos da doença ocorrem em estágios avançados. Especialistas apontam que a atenção aos sintomas, que normalmente passam despercebidos, é a principal estratégia para a detecção precoce e o sucesso do tratamento.
"Para garantir um diagnóstico prévio, é importante estar atento aos sinais que o corpo dá, pois muitos dos sintomas podem ser confundidos com problemas gastrointestinais comuns", explicou a oncologista Julia Cordeiro, em um artigo publicado no site do Complexo Hospitalar de Niterói.
Sinais do câncer de intestino
De acordo com profissionais, os indícios da enfermidade tendem a variar em cada pessoa. Entretanto, por se desenvolver no intestino grosso, a doença afeta principalmente os processos digestivos. Entre os sintomas iniciais, o Serviço Nacional de Saúde (NHS) do Reino Unido cita, por exemplo, a mudança persistente na consistência das fezes, com ocorrência de diarreia ou constipação por várias semanas.
Além disso, o câncer colorretal pode se manifestar por meio de dor abdominal, cólicas ou gases persistentes. O paciente também pode sentir estufamento e a sensação de esvaziamento incompleto mesmo após evacuar. Deve-se observar ainda a perda de peso repentina e sem motivo aparente. Um dos sinais mais comuns e conhecidos, no entanto, é o sangue nas fezes, que pode ser vermelho-vivo ou mais escuro, dependendo da localização do tumor.
A especialista Julia Cordeiro ressalta que, conforme o quadro avança, os sintomas tendem a ser mais evidentes e severos, com risco de complicações como a obstrução intestinal. "Diante do surgimento de qualquer um dos sintomas descritos, é fundamental procurar um médico. O profissional mais indicado para avaliar e diagnosticar o câncer de intestino é o coloproctologista. Quanto mais precoce for o diagnóstico, maiores são as chances de sucesso do tratamento e cura", explicou.