6 livros para quem quer retomar as rédeas da vida e enfrentar o medo e outros obstáculos

Obras abordam temas como medo, raiva, excesso de produtividade, escolhas profissionais e a relação com a própria trajetória

21 ago 2026 - 10h15
(atualizado às 14h52)
Resumo
Uma seleção de seis livros oferece ferramentas e reflexões para quem deseja retomar o controle da própria vida e superar desafios modernos. As obras abordam temas como a dependência de telas, a ressignificação do medo e da raiva, os limites contra a produtividade excessiva e a busca por autonomia profissional e pessoal. Aliando neurociência, filosofia e psicologia, as leituras estimulam o autoconhecimento, a reinterpretação da própria história e a construção de uma rotina mais equilibrada.

Há momentos em que a vida parece sair do lugar. O medo começa a pesar nas decisões, a rotina fica presa ao trabalho e às obrigações, a raiva se acumula ou o excesso de estímulos dificulta até mesmo ficar longe do celular. Nessas horas, olhar para os próprios hábitos, emoções e escolhas pode ser um primeiro passo para entender o que está incomodando e, quem sabe, mudar algumas coisas pelo caminho. E, nesse processo, a literatura pode ser uma ótima aliada.

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Pensando nisso, o Estadão selecionou seis livros que abordam diferentes desafios do dia a dia e ajudam a refletir sobre como lidar com eles. As obras falam sobre medo, raiva, excesso de produtividade, uso de telas, escolhas profissionais e a maneira como cada pessoa enxerga a própria trajetória. Confira:

1. 'Geração dopamina', de Michaeleen Doucleff

‘Geração dopamina’, de Michaeleen Doucleff
‘Geração dopamina’, de Michaeleen Doucleff
Foto: Editora Record/Divulgação / Estadão

Em Geração dopamina, a Dra. Michaeleen Doucleff parte de uma ideia que contraria uma percepção comum sobre a dopamina: ela não seria o neurotransmissor do prazer, e sim da motivação.

A partir de pesquisas em neurociência e psicologia e da própria experiência da autora com a dependência de telas e alimentos ultraprocessados em casa, o livro apresenta um método voltado para recuperar o controle sobre o tempo, a alimentação e o bem-estar.

A proposta inclui estabelecer limites, substituir estímulos considerados viciantes, reconhecer gatilhos e construir hábitos mais saudáveis. Com um método dividido em cinco etapas e um plano de quatro semanas para criar "santuários sem telas", a obra também aborda maneiras de fortalecer os vínculos familiares e favorecer uma rotina com mais presença e equilíbrio.

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  • BestSeller (378 págs., R$ 61,03| E-book: R$ 39,90)

2. 'Medo e raiva: O que os mitos e as filosofias revelam sobre nossos afetos sombrios', de Renato Noguera

‘Quem dá conta de tudo não dá conta de si mesmo’, de Mariane Santana
Foto: Harper Collins/Divulgação / Estadão

Medo e raiva costumam ser tratados como sentimentos que precisam ser contidos ou escondidos. Em Medo e raiva, o filósofo Renato Noguera propõe justamente uma mudança nesse olhar. Para ele, compreender esses afetos é importante porque, quando o medo não é bem compreendido, pode paralisar, enquanto a raiva acumulada pode aparecer de maneira explosiva e afetar a relação com outras pessoas e consigo mesmo.

O autor usa narrativas míticas de diferentes tradições, entre elas a iorubá, a judaico-cristã, a guarani, a inuíte e a japonesa, para investigar como diferentes culturas interpretam o temor e a fúria.

  • HarperCollins Brasil (192 págs., R$ 54,90| E-book: R$ 39,90)

3. 'Quem dá conta de tudo não dá conta de si mesmo', de Mariane Santana

‘O que realmente importa é a vida vivida’, de Verena Kast
Foto: Planeta/Divulgação / Estadão

Em Quem dá conta de tudo não dá conta de si mesmo, Mariane Santana questiona uma rotina marcada pela intensificação do trabalho e produtividade a todo tempo. A autora defende que descanso e tempo livre não deveriam ser tratados como privilégios ou recompensas depois de uma lista de tarefas cumprida.

Ao discutir o antiprodutivismo, entendido como a recusa de fazer da produção o centro da existência, o livro propõe outras possibilidades de viver. O título combina análises sobre a sociedade, relatos de uma rotina automática e reflexões de pensadores para defender uma relação diferente com o tempo, que deixe de ser visto apenas pelo seu valor associado ao capital.

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  • Planeta (176 págs., R$ 56,90| E-book: R$ 39,90)

4. 'O sentido da raiva: estímulos para autoafirmação e autodesenvolvimento', de Verena Kast

‘O sentido da raiva: Estímulos para autoafirmação e autodesenvolvimento’, de Verena Kast
Foto: Editora Vozes/Divulgação / Estadão

O sentido da raiva, de Verena Kast, propõe enxergar esse sentimento como uma força psíquica que pode participar do desenvolvimento humano e ajudar na afirmação de si. A partir dessa mudança de olhar, a autora explora o potencial transformador da raiva.

A emoção pode estar relacionada à construção de limites, à autenticidade e à autorrealização, tornando-se uma aliada em processos de crescimento e autonomia. O livro convida o leitor a não tratar os próprios sentimentos como inimigos, mas a compreendê-los como parte da integração da personalidade.

  • Editora Vozes (304 págs., R$ 80| E-book: R$ 60)

5. 'O que você faria se não tivesse medo?', de Borja Vilaseca

‘O que você faria se não tivesse medo?’, de Borja Vilaseca
Foto: Principium/Divulgação / Estadão

O medo pode influenciar a maneira como uma pessoa pensa, sente e age, interferindo em escolhas profissionais, relações e projetos para o futuro. No livro O que você faria se não tivesse medo?, o autor Borja Vilaseca parte dessa questão para discutir como esse sentimento pode limitar decisões e impedir que determinados desejos sejam colocados em prática.

A obra também relaciona essas escolhas às transformações na economia e no mundo do trabalho, passando pela evolução das grandes corporações, dos governos e da lógica do consumo. Com uma abordagem prática, o autor incentiva a sair da zona de conforto, transformar paixões em projetos criativos e rentáveis e conduzir suas escolhas com mais autonomia e clareza.

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  • Principium (224 págs., R$ 42,19| E-book: R$ 17,46)

6. 'O que realmente importa é a vida vivida', de Verena Kast

‘Medo e raiva: O que os mitos e as filosofias revelam sobre nossos afetos sombrios’, de Renato Noguera
Foto: Editora Vozes/Divulgação / Estadão

Em O que realmente importa é a vida vivida, Verena Kast propõe um exercício de olhar para trás e para si. Para a autora, revisitar a própria biografia pode fazer parte do processo de individuação e ajudar a compreender o significado das escolhas, dos desvios, das perdas e dos períodos de sofrimento que compõem uma trajetória.

Essa retrospectiva também permite reinterpretar experiências que foram encaradas como erros ou fracassos. Ao rever a própria história, pode ser possível encontrar sentido em etapas difíceis e integrar aspectos da personalidade que haviam sido rejeitados ou esquecidos.

  • Editora Vozes (232 págs., R$ 65| E-book: R$ 24,40)
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