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Cleo Pires abre o coração sobre reaproximação do pai, Fábio Jr.: 'Validar suas dores'

Atriz falou sobre o reencontro com Fábio Jr., a importância de Orlando Morais em sua vida e refletiu sobre perdão, empatia e relações familiares

3 ago 2026 - 19h04

Relações familiares nem sempre seguem caminhos lineares. Mágoas, afastamentos e reencontros fazem parte da história de muitas pessoas, e reconstruir um vínculo exige mais do que o simples desejo de reaproximação. Durante participação no quadro Pode Perguntar?, do Fantástico, exibido neste domingo (2), Cleo compartilhou detalhes sobre a reconciliação com o pai, o cantor Fábio Jr., e refletiu sobre o que acredita ser essencial para restaurar relações marcadas por conflitos.

Cleo relembra a reconciliação com Fábio Jr. e compartilha sua visão sobre perdão e reconstrução de vínculos
Cleo relembra a reconciliação com Fábio Jr. e compartilha sua visão sobre perdão e reconstrução de vínculos
Foto: Reprodução/Instagram / Bons Fluidos

A atriz contou que o reencontro entre os dois aconteceu apenas quando houve espaço para um diálogo verdadeiro e para o reconhecimento de questões que eram importantes para ela. Segundo Cleo, esse foi o ponto de partida para que a relação pudesse ser reconstruída de forma sincera.

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"Ele teve a humildade e a sabedoria de reconhecer coisas que, para mim, eram importantes que ele reconhecesse. E só a partir daí foi possível uma reaproximação verdadeira, porque, senão, ia ser só para manter as aparências."

O que é preciso para reconstruir um vínculo?

Ao falar sobre sua experiência, Cleo destacou que processos de reconciliação começam pelo acolhimento dos próprios sentimentos, mas também exigem empatia para enxergar as limitações da outra pessoa.

Para ela, antes de decidir retomar uma relação, é importante refletir sobre o significado daquele vínculo e o quanto ele faz sentido na própria vida. "Eu acho que sempre começa por validar suas dores, seus pensamentos, seus sentimentos, mas também entender que a outra pessoa tem várias questões, dificuldades, limitações, e o quanto vale a pena ter aquela pessoa de volta na sua vida."

A atriz acrescentou que o amor e a compaixão podem abrir espaço para que antigas feridas sejam elaboradas quando existe disposição de ambas as partes.

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Dois pais, diferentes formas de demonstrar amor

Durante a entrevista, Cleo também falou sobre a importância de Orlando Morais, marido de Gloria Pires, em sua trajetória. Embora tenha ressaltado a admiração que sente pelo pai biológico, ela explicou que o padrasto ocupou um lugar afetivo muito significativo em sua vida.

Ao recordar Fábio Jr., destacou a autenticidade como a característica que mais admirava desde a infância. "Ele era ele, não importa o que acontecesse. Ele sempre me causou essa impressão. E isso sempre foi uma coisa que eu quis alcançar."

Já sobre Orlando Morais, Cleo afirmou que o músico sempre demonstrou carinho por meio das atitudes do dia a dia, mesmo sem ser alguém muito afeito a demonstrações físicas de afeto. "O meu pai Orlando sempre foi um cara muito amoroso. Acho que a linguagem de amor dele é atos de serviço. Ele não é muito de pegar, abraçar, beijar, mas é aquele cara que você não tem dúvida de que te ama quando ele te ama."

Segundo a atriz, essa convivência também ajudou a construir sua visão sobre relações saudáveis e sobre diferentes maneiras de expressar amor.

A polêmica por chamar o padrasto de pai

Outro assunto abordado foi a repercussão que surgiu ao longo dos anos por ela se referir a Orlando Morais como pai. Cleo afirmou que nunca compreendeu por que essa escolha gerou críticas e disse preferir não gastar energia tentando entender esse tipo de julgamento.

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"Eu não sei por que se tornou uma polêmica. Tem coisas que estão fora da minha compreensão. E quanto mais eu tento entender, mais eu me torno alguém que pensaria esse tipo de coisa, e eu não quero ser essa pessoa."

Ao compartilhar sua história, Cleo reforçou que reconstruir relações - seja consigo mesma ou com pessoas importantes da família - é um processo que envolve diálogo, reconhecimento das dores e disposição para seguir em frente quando existe abertura de ambos os lados.

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