Para escolher a base perfeita, deve-se considerar tanto o tom da pele quanto seu subtom (frio, quente ou neutro). Especialistas orientam testar produtos próximos diretamente no pescoço e sob luz natural, aguardando a secagem para checar possíveis oxidações. A cor ideal é a que desaparece na cútis, harmonizando o rosto com o corpo. Além disso, textura, cobertura e a combinação correta com corretivo e pó são cruciais para um acabamento natural e equilibrado.
Escolher o tom de base parece simples até você se deparar com dezenas de opções nas prateleiras. O problema é que a cor da embalagem — ou até o tom do rosto — nem sempre garante um resultado natural depois da aplicação.
Além da tonalidade, fatores como o subtom da pele, a iluminação do ambiente e a região onde você testa o produto fazem toda a diferença. Segundo Victória Guarita, maquiadora profissional, treinadora e integrante da área de Desenvolvimento de Produtos da Ruby Rose, entender essas variáveis é essencial para evitar uma base muito clara, escura, rosada ou amarelada.
Tom e subtom não são a mesma coisa
O primeiro passo é entender a diferença entre tom e subtom. O tom corresponde à profundidade da cor da pele — clara, média ou escura. Já o subtom está ligado às nuances que influenciam a aparência da pele, geralmente classificadas como quentes, frias ou neutras.
"É comum encontrar uma base que parece ter a intensidade de cor correta, mas que, ao ser aplicada, fica muito amarelada ou rosada. Isso acontece porque não basta observar se a tonalidade é clara ou escura. Também precisamos considerar o subtom para que o produto se integre melhor à coloração natural da pele", explica Victória.
Teste a base no pescoço
Na hora de escolher, esqueça o teste no pulso ou nas costas da mão. A recomendação é aplicar pequenas quantidades de duas ou três opções próximas no pescoço, região que ajuda a criar continuidade entre o rosto e o restante da pele.
"Minha orientação é testar a base no pescoço, porque precisamos pensar no resultado do conjunto, não apenas na cor do rosto. Quando existe uma diferença de tonalidade entre essas regiões, escolher a base olhando somente para a face pode acabar acentuando esse contraste", orienta Victória.
Para acertar na escolha
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Aplique pequenas quantidades de duas ou três bases próximas.
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Compare o resultado no pescoço, buscando harmonia com o rosto.
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Faça o teste preferencialmente sob luz natural.
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Aguarde alguns minutos antes de decidir.
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Escolha a cor que "desaparece" na pele, sem criar linha de demarcação.
Espere a base assentar
Outro cuidado importante é não decidir no primeiro segundo. Algumas fórmulas podem mudar de aparência durante a secagem e a acomodação na pele — sim, aquela famosa oxidação existe.
Avaliar o resultado imediatamente, sem observar o acabamento final, pode levar a uma escolha menos precisa. Dê alguns minutos para o produto assentar e veja se ele continua harmonioso com a sua pele.
Textura e cobertura também importam
A cor certa não resolve tudo: textura e cobertura influenciam diretamente no resultado. Bases leves e construíveis permitem ajustar a intensidade conforme a necessidade, do visual natural ao look mais elaborado.
Para o dia a dia, produtos de textura fina e acabamento natural ajudam a criar uma pele uniforme sem aspecto pesado. A Ruby Rose apresenta essa proposta na linha Classic, desenvolvida na França, com base líquida em 34 tonalidades, cobertura leve e construível, textura fina e acabamento semi-matte.
Harmonize base, corretivo e pó
A escolha do tom de base ideal também depende dos produtos que vêm depois. Corretivos e pós podem alterar a percepção visual da maquiagem, então vale pensar no conjunto.
A linha Classic também traz 26 tons de corretivo, 14 opções de pó compacto e 18 blushes, ampliando as possibilidades de combinação.
"Quando base, corretivo e pó conversam entre si, conseguimos uma maquiagem mais equilibrada. O corretivo pode ter uma função específica, como iluminar determinadas áreas, mas é importante considerar como ele se relaciona com a base. O mesmo vale para o pó, que deve complementar o acabamento sem provocar uma diferença indesejada de tonalidade", explica Victória.
A base perfeita é a que desaparece
No fim, encontrar o tom de base ideal pode exigir comparação e experimentação. Mais do que seguir uma numeração ou copiar a escolha de outra pessoa, o importante é observar as características da sua pele e o resultado que você quer conquistar.
Com atenção ao subtom, ao local do teste e ao acabamento, a escolha fica muito mais precisa — e a maquiagem ganha aquele efeito de pele natural que a gente ama!