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Ariana Grande vai dar uma pausa na carreira? Entenda por que

Comentários sobre a aparência da cantora após o lançamento de um novo clipe trouxeram o tema dos transtornos alimentares de volta às redes sociais

4 ago 2026 - 09h28

A aparência da cantora e atriz, Ariana Grande, voltou a gerar repercussão nas redes sociais após o lançamento do clipe da música 'Petal', divulgado na última sexta-feira (31). Embora a artista não tenha confirmado qualquer diagnóstico de transtorno alimentar, os comentários sobre sua magreza reacenderam discussões a respeito de saúde mental, imagem corporal e os riscos de julgamentos baseados apenas na aparência. Ademais, outro fator que enfatizou ainda mais o discurso foi a pausa anunciada pela famosa no último domingo (2).

Comentários sobre a aparência de Ariana Grande reacenderam discussões sobre transtornos alimentares nas redes sociais
Comentários sobre a aparência de Ariana Grande reacenderam discussões sobre transtornos alimentares nas redes sociais
Foto: amie McCarthy/Getty Images / Bons Fluidos

O que aconteceu com Ariana Grande?

A artista que deu vida à Glinda, em 'Wicked', passou a chamar atenção dos internautas devido á sua aparência. Com isso, pessoas passaram a comentar sobre seu corpo e magreza, que, na opinião delas, estava extrema. Mesmo sem ter falado sobre o tema ou se aberto de alguma forma ao público, o representante de Grande atestou que ela tomou uma decisão.

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À revista 'People' disse: "A Ariana vai dar um passo atrás na exposição após concluir a turnê Eternal Sunshine. Ela espera terminar a turnê em alta, de forma saudável e feliz, e então tirar uma pausa mais do que merecida de trabalhos e aparições públicas, que têm levado a uma exposição constante e interminável".

Os sinais vão além da aparência

Em reportagem publicada pela 'Folha de S.Paulo', psicólogas especializadas explicam que transtornos alimentares não podem ser identificados apenas pelo peso corporal. Segundo a psicóloga Cláudia Melo, especialista em vícios e transtornos "a primeira coisa que a gente precisa desconstruir é a ideia de que o transtorno alimentar tem cara", afirmou.

Muitas pessoas associam transtornos alimentares apenas à magreza extrema. No entanto, especialistas alertam que essa ideia não corresponde à realidade. Uma pessoa pode apresentar um peso considerado adequado e, ainda assim, enfrentar um sofrimento intenso relacionado à alimentação e à própria imagem. Melo também explicou que muitos sinais aparecem no comportamento. Entre eles estão a preocupação excessiva com calorias, a restrição alimentar, a eliminação de grupos de alimentos e a prática exagerada de exercícios físicos. Além disso, o afastamento de situações sociais que envolvem comida também pode indicar que algo não vai bem.

Mudanças emocionais também merecem atenção

A psicóloga Mariana Ramos e também professora de Psicologia da Afya Itaperuna, detalhou ao veículo que alterações emocionais costumam acompanhar esses quadros. Dessa forma, isolamento social, irritabilidade e insatisfação constante com o próprio corpo merecem atenção. Pensamentos frequentes sobre comida e aparência também podem surgir. Além disso, algumas pessoas passam a evitar restaurantes, festas e encontros familiares. Muitas fazem isso por medo de perder o controle da alimentação ou sentir culpa depois de comer. Ademais, a especialista ressaltou que esses comportamentos, sozinhos, não confirmam um transtorno. Porém, quando persistem e prejudicam a rotina, tornam-se um importante sinal de alerta.

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Como abordar alguém sem reforçar julgamentos

Para familiares e amigos, a maneira de iniciar uma conversa pode fazer toda a diferença. As profissionais orientaram evitar comentários sobre peso ou aparência. Frases como "você está muito magra" ou "você precisa comer" podem aumentar a vergonha e dificultar o diálogo. Em vez disso, Melo recomendou falar sobre mudanças percebidas no dia a dia. O afastamento de eventos sociais ou alterações nos hábitos alimentares podem servir como ponto de partida. Assim, a conversa se torna mais acolhedora e a pessoa pode se sentir mais segura para falar sobre o que está vivendo.

O acolhimento também faz parte do tratamento

Os transtornos alimentares costumam exigir acompanhamento multiprofissional. O tratamento pode envolver psicólogos, psiquiatras, nutricionistas e outros médicos, conforme as necessidades de cada paciente. Além disso, a família também tende a precisar de orientação. O objetivo é compreender melhor o transtorno e oferecer apoio sem cobranças ou julgamentos. Mais do que fiscalizar a alimentação, o papel dos familiares é criar um ambiente seguro, acolhedor e favorável à recuperação.

O debate vai além das redes sociais

A repercussão envolvendo Ariana Grande mostra como comentários sobre aparência continuam despertando grande interesse do público. No entanto, especialistas reforçam que nenhuma imagem ou vídeo permite confirmar um diagnóstico. Por isso, o caso serve para ampliar a conscientização sobre os transtornos alimentares. Também ajuda a combater estigmas e incentiva conversas mais responsáveis sobre saúde mental e imagem corporal.

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