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10 exames essenciais que todo homem precisa fazer após os 40 anos, segundo médico

Pesquisa revela que quase metade dos homens acima dos 40 anos só procura atendimento médico quando já apresenta algum sintoma

4 ago 2026 - 20h43

Exames preventivos ainda estão longe de fazer parte da rotina de muitos brasileiros. Segundo uma pesquisa da Sociedade Brasileira de Urologia (SBU), 46% dos homens com mais de 40 anos só procuram atendimento médico quando já sentem algum incômodo. No Dia Nacional da Saúde, celebrado em 5 de agosto, especialistas reforçam que essa postura pode atrasar o diagnóstico de doenças que, quando descobertas cedo, têm maiores chances de tratamento e controle.

Especialista explica quais exames ajudam a identificar doenças silenciosas antes que elas comprometam a saúde
Especialista explica quais exames ajudam a identificar doenças silenciosas antes que elas comprometam a saúde
Foto: brightstars/Getty Images Signature / Bons Fluidos

De acordo com o urologista Luiz Carlos, do AmorSaúde, a chegada aos 40 anos, portanto, marca um momento importante para avaliar a saúde de forma mais ampla. Isso vale mesmo na ausência de sintomas. "A população masculina precisa entender os benefícios da prevenção médica e saber que realizar exames antes de sentir dor ou sintomas de uma doença pode melhorar a qualidade de vida", afirma.

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Por que os 40 anos exigem mais atenção?

Embora muitas pessoas cheguem aos 40 anos com boa disposição física e mental, essa fase costuma trazer mudanças naturais no organismo. Tais mudanças aumentam o risco de algumas doenças. Por isso, além do check-up, o médico destaca a importância de analisar o histórico de saúde de cada paciente.

Segundo Carlos, conhecer antecedentes familiares, hábitos alimentares e estilo de vida permite criar um plano de prevenção individualizado, voltado para reduzir riscos futuros e acompanhar possíveis alterações antes que elas evoluam.

Exames que homens devem fazer após os 40 anos

Entre as avaliações mais importantes, o especialista destaca:

  • Hemograma completo;
  • Lipidograma (colesterol e triglicerídeos);
  • Dosagem de testosterona total e livre;
  • PSA total e livre;
  • Exames de função renal;
  • Exames de função hepática;
  • Avaliação da tireoide (TSH e T4);
  • Exame de urina;
  • Avaliação cardiovascular, como ecocardiograma quando indicado;
  • Ultrassonografia de abdômen.

Essas avaliações ajudam a identificar alterações relacionadas ao coração, rins, fígado, próstata, hormônios e metabolismo. Isso acontece, muitas vezes, antes do aparecimento de qualquer sintoma.

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Diagnóstico precoce faz diferença

Entre os exames mais conhecidos está o PSA, utilizado como parte da investigação do câncer de próstata. O urologista explica que o teste, aliado à avaliação médica, pode contribuir para identificar alterações precocemente.

Da mesma forma, exames como o lipidograma permitem acompanhar os níveis de colesterol. A dosagem de testosterona pode esclarecer sintomas como perda de massa muscular, fadiga e redução da disposição. Já os testes da tireoide ajudam a diferenciar alterações hormonais de sinais frequentemente atribuídos apenas ao envelhecimento.

Além disso, exames de sangue, urina e imagem conseguem revelar doenças silenciosas. É o caso de alterações renais, esteatose hepática e outras condições que costumam evoluir sem provocar sintomas nas fases iniciais.

A prevenção vai além dos exames

Os testes preventivos, contudo, são apenas uma parte do cuidado com a saúde. Conforme ressalta Luiz Carlos, manter hábitos saudáveis também reduz o risco de diversas doenças ao longo dos anos.

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"A não realização dos exames aumenta as chances de as doenças não serem identificadas em fase precoce. Isso poderia facilitar o tratamento e a cura. Desse modo, evitar exames faz mal não apenas para o indivíduo, mas também para a família e todos que convivem com ele", alerta.

Nesse sentido, praticar atividade física regularmente, manter uma alimentação equilibrada, evitar o cigarro, reduzir o consumo de bebidas alcoólicas e preservar boas relações sociais são atitudes que complementam a prevenção. Elas contribuem para um envelhecimento mais saudável. Para quem chegou aos 40 anos, o principal recado é simples: cuidar da saúde antes dos sintomas aparecerem pode fazer toda a diferença no futuro.

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