O caviar passa por uma mudança de mercado com preços em queda e maior oferta ao consumidor comum, impulsionada pela produção chinesa. Embora continue caro, deixou de ser proibitivo e passou de símbolo máximo de exclusividade a um capricho acessível, surgindo até em pratos populares como cachorros-quentes. Esse movimento de democratização levanta o debate sobre se o produto continuará tão cobiçado após perder seu caráter de luxo extremo.
Algo está mudando no mundo do caviar. O outrora rei da cozinha mais exclusiva — sinônimo de luxo e de iguarias com preços exorbitantes — está se reposicionando no mercado. Continua sendo caro, mas não proibitivo.
Uma busca no Google revela empresas que oferecem latas de 30 g de ovas de esturjão por cerca de 100 euros ou até menos (aproximadamente R$ 587); nos EUA, começam a surgir marcas que vendem para o grande público com promoções que permitem adquirir 125 g por menos de 270 dólares (cerca de R$ 1.398).
Além disso, o produto chega a ser usado para incrementar cachorros-quentes ou nuggets; embora custem muito mais do que o habitual, já não são artigos de luxo, mas apenas pequenos luxos ou caprichos.
A pergunta que alguns já fazem é: o caviar continuará sendo tão cobiçado se deixar de ser visto como algo exclusivo? Faz sentido um caviar "para todos"?
Caviar para todos?
Recentemente, o The Wall Street Journal publicou um artigo com uma daquelas manchetes tão provocativas que é impossível não ficar preso à leitura: "O caviar está ficando tão barato que poderia ser dado a uma criança".
Se as ovas de esturjão estão se popularizando a ponto de poderem ser apreciadas por qualquer pessoa (inclusive por uma criança que jamais ouviu falar delas) é algo discutível; o que é inegável, porém, é que algo está mudando em um setor que, até pouco tempo atrás, era sinônimo de luxo, com latas custando centenas ou milhares de euros.
Por quanto está sendo vendido agora?
Essa é a chave. Em sua matéria, o...
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