Itália eleva número de cidades e de trabalhadores em risco por calor

Recordes de temperaturas deverão ser batidos no final de semana

25 jun 2026 - 12h18
(atualizado às 13h30)

O Ministério da Saúde da Itália colocou nesta quinta-feira (25) 17 das 27 maiores cidades do país em alerta vermelho de risco devido ao perigo representado pelas altas temperaturas que castigam o território e grande parte da Europa Ocidental.

Calor na Itália poderá afetar 1,5 milhão de trabalhadores nos próximos três dias
Calor na Itália poderá afetar 1,5 milhão de trabalhadores nos próximos três dias
Foto: ANSA / Ansa - Brasil

Hoje, Bari, na Puglia, juntou-se aos 16 municípios italianos de norte a sul que já estavam em alerta vermelho: Ancona, Bolonha, Bolzano, Brescia, Florença, Frosinone, Latina, Milão, Perugia, Pescara, Rieti, Roma, Turim, Veneza, Verona e Viterbo.

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A previsão é que Gênova, na Ligúria, entre para a lista na sexta-feira (26), quando novos recordes de temperaturas devem ser batidos, elevando o número de cidades em risco para 18.

A onda de calor atípica que vem afetando a Itália e grande parte da Europa na última semana pode prejudicar a saúde de 1,5 milhão de trabalhadores italianos nos próximos três dias, aponta uma análise realizada pelo Greenpeace e pela Confederação Geral Italiana do Trabalho (Cgil), que cruzou previsões de risco de calor do projeto "Worklimate" (do Conselho Nacional de Pesquisas e do Instituto Nacional de Segurança no Trabalho) com dados de emprego do Instituto Nacional de Estatística (Istat).

Segundo o relatório, entre 25 e 27 de junho, as províncias e cidades metropolitanas com o maior número de trabalhadores potencialmente em risco são Roma, com 427 mil pessoas, representando 25% da força de trabalho total da capital; Milão, com 347 mil trabalhadores, ou 14%; e Nápoles, com 133 mil funcionários, ou 19% das pessoas em atividade.

"O calor extremo já não é um evento excepcional, mas uma consequência estrutural da crise climática que já está transformando a maneira como vivemos e trabalhamos. Proteger os trabalhadores exige medidas imediatas de prevenção e adaptação, bem como uma rápida transição para longe dos combustíveis fósseis", diz Simona Abbate, ativista de Clima e Energia do Greenpeace Itália.

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"É inaceitável que os custos da crise climática recaiam sobre indivíduos, serviços públicos e empresas, enquanto as companhias de petróleo e gás continuam a acumular bilhões em lucros", acrescentou.

A onda de calor que atinge a Europa Ocidental também está fazendo as temperaturas do solo dispararem, com registros chegando a 48°C em Madri, 44°C em Roma e 46°C em Poitiers (França) e Zaragoza (Espanha). Os dados, coletados no último dia 23, são dos satélites Sentinel-3 do Copernicus, o programa de observação da Terra da Agência Espacial Europeia (ESA) e da Comissão Europeia. 

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