Em plena era da descarbonização, a primeira coisa que nos vem à mente quando pensamos em maneiras de reduzir as emissões de CO₂ é a transição para energias renováveis ou veículos elétricos. No entanto, muitas vezes negligenciamos algo que libera tanto CO₂ na atmosfera a cada ano quanto todos os carros do mundo juntos: o cimento.
Esse material é indispensável e, embora busquemos um substituto há anos, uma equipe da Universidade da Califórnia acredita ter encontrado a chave para criar um cimento mais ecológico.
Um cimento sem calcário, à base de silicatos.
Cimento Portland
É o material básico que une nossa realidade. Essa pasta, resultante da mistura de água, areia e pedras, é muito resistente e, como dissemos, embora busquemos um substituto há algum tempo, ainda não encontramos a solução. Ele continua sendo um componente estrutural de edifícios, pontes, barragens e túneis, e o problema é que estima-se que a indústria do cimento seja responsável por cerca de 4,4% das emissões globais de gases de efeito estufa.
Um dos problemas com esse cimento é o calcário. É uma rocha simples de refinar, mas requer uma quantidade enorme de energia. Não é que o calcário em si seja poluente, mas sim o processo necessário para refiná-lo e torná-lo um ingrediente adequado para o cimento.
Esse calcário precisa ser aquecido a mais de 1.500 graus Celsius para produzir o óxido de cálcio necessário para a mistura, e estima-se que metade de todas as emissões de CO₂ ligadas à produção de cimento estejam ...
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