O mês de junho, que marca o início oficial do inverno no Brasil, deve coincidir com a formação do fenômeno El Niño no Oceano Pacífico. Segundo projeções de agências meteorológicas, há uma alta probabilidade de o evento climático ser oficializado nas próximas semanas, alterando gradativamente o padrão de chuvas e temperaturas no País.
O que esperar para junho
Apesar de o El Niño estar em fase de desenvolvimento, os meteorologistas apontam que os efeitos práticos sobre a dinâmica do clima no território brasileiro devem permanecer limitados e sutis neste primeiro momento de maturação. De forma geral, o fenômeno costuma dificultar a entrada de frentes frias no País, fazendo com que as quedas de temperatura sejam mais breves.
Previsão para o Sul
No Rio Grande do Sul, a previsão do Instituto Nacional de Meteorologia (INMET) indica que a maior parte do Estado deve registrar volumes de chuva e temperaturas acima da média histórica em junho. A exceção é a região Sul gaúcha, que tende a ter precipitações abaixo da média.
Mesmo com a tendência de um mês mais quente, estão previstos dois episódios de declínio acentuado nas temperaturas devido ao avanço de frentes frias. O primeiro deve ocorrer entre o final da primeira quinzena e o início da segunda metade de junho. O segundo, mais intenso, está previsto para a última semana do mês, trazendo risco de geadas isoladas nas áreas serranas e na fronteira com o Uruguai.
Intensificação do fenômeno
A probabilidade de formação do El Niño entre os meses de maio e julho chega a 82%, de acordo com a Administração Nacional Oceânica e Atmosférica dos Estados Unidos (NOAA). As projeções indicam que o aquecimento das águas do Pacífico Equatorial deve crescer ao longo dos próximos meses, com o fenômeno podendo atingir intensidade de forte a muito forte até setembro, no começo da primavera.