O âmbar é uma janela extraordinária para o passado. Nele, insetos fossilizados podem ser preservados com um nível de detalhe raramente visto em outros tipos de fóssil.
Quando a resina envolve um animal, ele é rapidamente isolado do oxigênio. Com isso, até partes delicadas do corpo, como antenas, asas e pequenos pelos, escapam da decomposição.
Ao longo de milhões de anos, essa resina passa por transformações químicas e se converte em âmbar por meio da polimerização, processo em que moléculas orgânicas se unem de forma densa.
O resultado é um material estável e vítreo, que funciona como uma cápsula do tempo natural, capaz de preservar até detalhes microscópicos de ecossistemas antigos. E agora, mais uma descoberta única foi feita.
O percevejo com "garras de caranguejo"
Um pequeno inseto do período Cretáceo se mostrou muito mais surpreendente do que se imaginava.
Em um pedaço de âmbar da região de Kachin, em Myanmar, pesquisadores encontraram uma nova espécie de percevejo, equipada com patas dianteiras que terminam em grandes garras parecidas com as de caranguejos, uma estrutura quase nunca vista em insetos.
O fóssil de 100 milhões de anos recebeu o nome de Carcinonepa libererrantes e mostra que a evolução reinventou, em diferentes momentos e de forma independente, esse tipo de ferramenta de captura.
Reconstrução digital em 3D
Com o uso de microtomografia computadorizada, os biólogos conseguiram reconstruir toda a anatomia do animal em 3D e comparar o formato das garras com mais ...
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