Vereadora acusa vice-prefeito de agressão e tentativa de estupro; político nega acusações

Segundo a presidente da Câmara Municipal de Afonso Cunha, Júlia Rodrigues, Floriano Costa a violentou no gabinete da presidência da Câmara

13 ago 2025 - 18h11
(atualizado às 23h16)
O vice-prefeito negou todas a acusações
O vice-prefeito negou todas a acusações
Foto: Reprodução: Câmara Municipal de Afonso Cunha

A presidente da Câmara Municipal de Afonso Cunha (MA), Júlia Rodrigues (PL), acusou o vice-prefeito da cidade, Floriano Pereira da Costa (PDT), de agressão e tentativa de estupro. A denúncia foi feita em um vídeo divulgado nas redes sociais na última terça-feira, 12.

Segundo a parlamentar, o caso ocorreu na parte da manhã no gabinete da Presidência da Câmara, durante uma reunião institucional. Ela afirma ter sido agarrada à força, socada no rosto e tocada em suas partes íntimas. No vídeo, Rodrigues relata que o vice-prefeito rasgou sua roupa, puxou seu cabelo e a jogou no sofá com intenção de abusar sexualmente.

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“Hoje o vice-prefeito, Floriano, tentou me estuprar no meu local de trabalho, na Presidência da Câmara. Ele me bateu, me socou o rosto, rasgou minha roupa, puxou meu cabelo e me jogou no sofá. Ele pegou nas minhas partes íntimas, ele ficou excitado. Foi horrível. Não quero que isso não aconteça nunca com nenhuma mulher do Maranhão, porque aconteceu comigo, mas poderia estar acontecendo com qualquer outra mulher. Não quero que isso aconteça mais. Eu quero justiça”, disse a vereadora.

Ainda conforme o relato, a parlamentar gritou por socorro e foi ouvida por pessoas que estavam na Câmara Municipal. Ela afirma que o vice-prefeito tentou justificar dizendo que ela passava mal e pediu para chamarem uma ambulância, além de ameaçá-la de morte caso contasse o ocorrido.

Em nota, Costa negou as acusações e classificou o episódio como “denúncia caluniosa”, motivada, segundo ele, por interesses políticos. A vereadora, no entanto, disse que o vice-prefeito já havia feito “brincadeiras” inadequadas anteriormente e que o caso será levado à Justiça.

A Polícia Civil do Maranhão informou que a ocorrência foi registrada na Delegacia de Coelho Neto e que o inquérito, por envolver violência contra a mulher, tramita sob sigilo. Júlia disse ter feito exame de corpo de delito e perícia, e declarou: “Isso não vai ficar barato. Ele vai ter que respeitar as mulheres.”

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Foto: Reprodução: Instagram
Fonte: Redação Terra
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