Trump agora avalia comprar Groenlândia, diz Casa Branca

7 jan 2026 - 20h21
(atualizado em 8/1/2026 às 05h21)

Presidente estaria considerando "ativamente" fazer oferta pelo território, mas não descarta uso de força militar. Opção é rejeitada pela Dinamarca.A secretária de imprensa da Casa Branca, Karoline Leavitt, afirmou nesta quarta-feira (07/01) que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, "discute ativamente" a possibilidade de realizar uma oferta à Dinamarca para adquirir o território autônomo da Groenlândia.

Questionada se Trump avalia comprar a ilha, Leavitt repetiu que os EUA têm interesse em adquirir o território para dissuadir a agressão russa e chinesa na região do Ártico.

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Contudo, ela voltou a afirmar que "todas as opções estão na mesa" para a anexação da ilha, incluindo o uso de forças militares.

"A primeira opção de Trump, sempre, tem sido a diplomacia", destacou. Na terça-feira, a Casa Branca ameaçou tomar o território por meios militares.

Desde o início de seu segundo mandato, em janeiro do ano passado, Trump tem dito repetidamente que os EUA precisam controlar o território ártico rico em recursos por razões de segurança nacional.

Após a captura do líder venezuelano Nicolás Maduro, ele voltou a indicar que lançaria mão de seu poderio militar para garantir a segurança dos EUA diante do aumento da presença da China e da Rússia no Ártico.

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A insistência de Trump de que Washington assumirá o controle da Groenlândia "de um jeito ou de outro" alarmou líderes europeus, especialmente após o ataque dos EUA à Venezuela. Como membro da Otan, a Dinamarca é uma aliada militar dos Estados Unidos.

A primeira-ministra da Dinamarca, Mette Frederiksen, afirmou nesta semana que um ataque dos EUA contra outro país da Otan significaria o fim da aliança .

O secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, confirmou que planeja se reunir com autoridades dinamarquesas na próxima semana.

A reunião foi solicitada pelo ministro das Relações Exteriores da Dinamarca, Lars Lokke Rasmussen, e sua contraparte da Groenlândia, Vivian Motzfeldt. Pedidos anteriores de encontros não tiveram sucesso, segundo um comunicado divulgado por eles.

Líderes europeus expressam preocupação

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A Dinamarca e a Groenlândia rejeitam fortemente as investidas de Trump, incluindo a possibilidade de compra.

Os líderes da França, Alemanha, Itália, Polônia, Espanha e Reino Unido também se juntaram à primeira-ministra da Dinamarca, Mette Frederiksen, na divulgação de uma declaração nesta semana reafirmando que a ilha "pertence ao seu povo".

Nesta quarta-feira, o presidente do Conselho Europeu, Antonio Costa, reiterou o "apoio total" da União Europeia à Dinamarca e à Groenlândia, afirmando que o bloco não aceitará violações do direito internacional.

"A Groenlândia pertence ao seu povo. Nada pode ser decidido sobre a Dinamarca e sobre a Groenlândia sem a Dinamarca, ou sem a Groenlândia", disse Costa.

A Groenlândia foi uma colônia dinamarquesa por centenas de anos até 1953 e hoje é um território autônomo dentro do Reino da Dinamarca, com o direito de buscar a independência segundo o direito internacional.

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O território tem cerca de 57 mil habitantes. De acordo com uma pesquisa realizada em janeiro de 2025, cerca de 56% disseram querer a independência da Dinamarca, mas apenas 6% dos groenlandeses disseram querer se juntar aos Estados Unidos.

gq (DW, AP)

A Deutsche Welle é a emissora internacional da Alemanha e produz jornalismo independente em 30 idiomas.
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