O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarou nesta segunda-feira (9) que as operações militares contra o Irã devem ser finalizadas em breve. Em pronunciamentos realizados na Flórida e em entrevista à CBS News, o republicano afirmou que o conflito está "praticamente concluído" e que a ofensiva resultou na neutralização de componentes centrais das forças armadas iranianas.
De acordo com a avaliação da Casa Branca, os Estados Unidos encontram-se em um estágio avançado em relação ao cronograma inicial, que previa até cinco semanas de hostilidades iniciadas em 28 de fevereiro. Trump afirmou que o Irã apresenta, no momento, ausência de capacidade operacional em sua Marinha, Força Aérea e sistemas de comunicações.
O governo americano sustenta que as instalações de mísseis foram dispersas e as fábricas de drones destruídas. Segundo o presidente, a incursão militar visa impedir que Teerã obtenha armamento nuclear e neutralize ameaças contra Israel e aliados ocidentais na região. Em contrapartida, as Forças de Defesa de Israel (IDF) registraram novos lançamentos de mísseis iranianos contra seu território nesta segunda-feira, respondendo com ataques a seis bases aéreas da Guarda Revolucionária.
As movimentações militares no Oriente Médio geraram instabilidade financeira global. O preço do barril de petróleo aproximou-se da marca de US$ 120, provocando quedas nas bolsas de valores. Trump mencionou a existência de um plano para estabilizar os preços do combustível, o que resultou em uma retração no valor do barril após suas declarações sobre o possível fim da guerra.
A economia e o custo da energia são fatores considerados sensíveis para o desempenho do Partido Republicano nas eleições de novembro. Além do fator econômico, o conflito gera discussões internas na base de apoio do presidente, especificamente entre setores que se posicionam contra intervenções militares prolongadas no exterior.
O governo do Irã, por meio do porta-voz Esmail Baghaei, rejeitou qualquer possibilidade de cessar-fogo, classificando as ações como medidas de defesa e retaliação. Teerã acusa Washington de buscar o controle das reservas petrolíferas do país. Simultaneamente, a Guarda Revolucionária anunciou que intensificará os ataques, utilizando mísseis com ogivas de maior peso.
No campo político, a sucessão da liderança iraniana também é ponto de tensão. Mojtaba Khamenei foi nomeado sucessor após a morte do aiatolá Ali Khamenei no início do conflito. Trump manifestou insatisfação com a indicação, embora não tenha detalhado possíveis alternativas para a governança local.