Taxa de desemprego vai a 6,1%, ainda a mais baixa já registrada para março

Pesquisa do IBGE mostra aumento na procura por trabalho, enquanto rendimento médio alcança maior valor histórico recente

30 abr 2026 - 13h45

O mercado de trabalho brasileiro apresentou novas movimentações no trimestre encerrado em março deste ano. A taxa de desocupação subiu para 6,1% no período, após ter registrado 5,8% em fevereiro. Mesmo com essa elevação, o cenário continua chamando a atenção de especialistas. Trata-se do menor percentual já observado em um mês de março desde o início da série histórica, em 2012. Ainda assim, este foi o primeiro momento em dez meses que o índice ultrapassou a barreira dos 6%. Por outro lado, a renda média dos trabalhadores brasileiros atingiu um novo patamar histórico, chegando a R$ 3.722.

A taxa de desemprego atingiu 6,1% em março
A taxa de desemprego atingiu 6,1% em março
Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil / Perfil Brasil

Estes dados fazem parte da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua, a Pnad Contínua, que foi divulgada pelo IBGE nesta quinta-feira. O resultado veio exatamente em linha com as projeções feitas pelo mercado financeiro. Analistas que acompanham o setor estimavam essa mesma alta, segundo a mediana calculada pela Bloomberg.

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Atualmente, existem 6,6 milhões de pessoas em busca de uma oportunidade de trabalho no país. Esse contingente representa um aumento em comparação aos 6,2 milhões registrados no trimestre encerrado em fevereiro. O crescimento é ainda mais perceptível quando olhamos para o final do ano passado, representando um salto de 19,6% em relação ao trimestre encerrado em dezembro. Contudo, na análise anual, o número de desempregados apresentou uma queda significativa de 13%, o que representa quase um milhão de pessoas a menos nessa situação.

Alta na procura por trabalho

O total de trabalhadores que estão atualmente empregados no Brasil atingiu a marca de 102 milhões. Esse número representa um recuo de um por cento, ou um milhão de trabalhadores a menos, na comparação com o trimestre móvel anterior. No entanto, quando comparamos com o mesmo período do ano de 2025, o cenário permanece positivo. Houve um aumento de um vírgula cinco por cento, representando 1,5 milhão de pessoas ocupadas a mais.

Economistas já vinham alertando sobre uma possível desaceleração no mercado de trabalho logo no início de 2026. O movimento ocorre logo após o desemprego atingir seu menor nível histórico no final do ano passado. O principal motivo apontado para essa mudança é o efeito da elevada taxa de juros. Esse fator começa a frear o ritmo da economia e, consequentemente, impacta a geração de novas vagas.

Empregos e economia em 2026

Apesar dessa desaceleração nas contratações, o rendimento médio da população continua em trajetória de alta e batendo recordes. No mês de março, o valor médio recebido pelos trabalhadores chegou a R$ 3.722. O número é superior aos R$ 3.679 observados em fevereiro e representa um avanço de 5,5% no acumulado do ano.

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A massa de rendimento médio real também registrou um marco histórico no mesmo período. Esse indicador, que calcula a soma de todas as remunerações dos trabalhadores, atingiu a marca de 374,8 bilhões de reais. O valor manteve estabilidade em relação ao trimestre, mas apresentou um crescimento de 7,1% em comparação anual, representando um ganho de 24,8 bilhões de reais.

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