Recente pesquisa realizada pela assessoria econômica da Associação Brasileira de Administradoras de Consórcios (ABAC), feita junto às empresas que atuam no segmento de Serviços, apresentou variadas utilizações dos créditos concedidos a consorciados contemplados neste último ano.
Os usos mais praticados foram para reformas residenciais com 46,4%, seguidos por 9,9% em cirurgias plásticas e 7,4% para festas e eventos. Na sequência, enquanto o setor de turismo e viagens alcançou 3,3%; na área médica, o aproveitamento atingiu 2,9%; e na educação, a soma chegou a 1,9%.
Face a flexibilidade e a diversidade de aplicações das liberações, o total de 28,2% restantes foi destinado a outros serviços como, por exemplo, retífica de motores, manutenção e suporte em equipamentos de sistema e informática, confecção de peças de vestuário, reparos de placas iPhone, cortes a laser e montagem de troféus, manutenção de aquecedores, polimento cristalizado e lavagem de veículos, fretes e serviços automotivos, veterinário, tratamento de pele, academia, honorários profissionais para médicos e advogados, e gerais.
Entre os participantes ativos, o levantamento apontou 85,2% de pessoas físicas, divididas em 44,4% de homens e 40,8% de mulheres, complementado por 14,8% de pessoas jurídicas.
Nas adesões a grupos de prazo médio de 45 meses de duração, com taxa média de administração praticada de 0,43% ao mês, a faixa etária predominante, 47,6%, foi de 30 a 45 anos entre os consorciados. Na continuidade, 31,2% é a formada pelos acima de 45 anos, e 21,2% pelos de 18 a 29 anos.
A maioria das adesões, 71,4%, registrou créditos de R$ 10.000,01 a R$ 50 mil. Na sequência, 25,7% contrataram com valores de até R$ 10 mil, e 2,9% com mais de R$ 50 mil.
Os índices de atualização de créditos e de mensalidades mais presentes nos contratos, visando a preservação do poder de compra do consorciado quando da contemplação, são: IPCA, com 53,8%; INPC e IGPM, com 23,1% cada.
Para Paulo Roberto Rossi, presidente executivo da ABAC, "as versáteis características do consórcio de serviços, especialmente nas utilizações por ocasião das contemplações, têm estimulado os consumidores a planejarem seus objetivos pessoais, profissionais, familiares e até os empresariais, aderindo ao mecanismo".
O consórcio de serviços em 2026
A modalidade está presente no Sistema de Consórcios desde fevereiro de 2009, quando da entrada em vigor da Lei 11.795/2008. Tem como suas principais peculiaridades as possibilidades de múltiplos usos, cuja escolha pode ser feita no momento da contemplação.
No primeiro trimestre deste ano, as vendas cresceram 18,9%, saltando de 13,73 mil, no ano passado, para os atuais 16,33 mil cotas. No período, também os correspondentes negócios avançaram, passaram de R$ 253,97 milhões, em 2025, para R$ 345,45 milhões, em 2026, uma alta de 36,0%.
Em março deste ano, enquanto os participantes ativos atingiram 132,99 mil e o tíquete médio chegou a R$ 21,83 mil, o destaque foi o volume de adesões registrado no mês, 6,61 mil cotas comercializadas, o maior nos últimos três anos.
Paralelamente, apesar das contemplações terem retrocedido 8,6%, ao cair de 9,59 mil consorciados no acumulado dos três primeiros meses de 2025 para 8,77 mil para os deste ano, os correspondentes valores liberados para potencial utilização somaram R$ 199,15 milhões, com aumento de 11,9% sobre os 178,05 anteriores.
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