Radar ASFAMAS destaca avanços e desafios do saneamento

A ASFAMAS lança o Radar da Indústria do Saneamento, estudo periódico desenvolvido com a Ex-Ante Consultoria Econômica, que reúne indicadores sobre investimentos, indústria, empregos e construção civil. A primeira edição aponta R$ 33,3 bilhões em investimentos no setor em 2025, alta de 11%, e reforça a necessidade de ampliar aportes para alcançar a universalização do saneamento.

23 jun 2026 - 17h50

O desenvolvimento sustentável das cidades brasileiras passa diretamente pela ampliação da infraestrutura de saneamento. Em um cenário em que o país ainda enfrenta desafios para alcançar as metas de universalização dos serviços, a Associação Brasileira dos Fabricantes de Materiais para Saneamento (ASFAMAS) inicia uma nova frente de atuação voltada à produção e disseminação de inteligência setorial.

Foto: Foto Nathan Dumlao na Unsplash / DINO

Em parceria com a Ex-Ante Consultoria Econômica, a entidade passa a divulgar o Radar ASFAMAS da Indústria do Saneamento, um sistema periódico de indicadores econômicos do saneamento, reunindo dados inéditos sobre investimentos em infraestrutura, desempenho da indústria de materiais, construção civil e geração de empregos ligados ao setor. A iniciativa busca ampliar a transparência, qualificar o debate público e oferecer uma leitura mais atualizada da cadeia do saneamento no Brasil.

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Além dos indicadores tradicionais já acompanhados pelo mercado, o levantamento propõe uma nova leitura sobre a construção civil pela ótica da indústria do saneamento. Atualmente, as estatísticas mais difundidas do setor costumam se concentrar em lançamentos imobiliários, vendas, estoques, preços de imóveis, unidades financiadas, volume de crédito e dados do Produto Interno Bruto (PIB) da Construção. A proposta amplia essa análise ao incorporar o valor das obras e dos insumos ligados à infraestrutura hidráulica e sanitária das edificações, oferecendo uma visão mais abrangente sobre a dinâmica econômica do setor.

Entre os destaques da primeira divulgação está o volume de investimentos em infraestrutura de saneamento em 2025. Os dados oficiais mais atuais se referem a 2024. O levantamento trazido pelo Radar ASFAMAS utiliza bases do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e da Caixa Econômica Federal (CEF) para fazer suas projeções, gerando uma leitura mais atual da atividade econômica do setor.

Edson Silveira Sobrinho, diretor de Relações Institucionais e Governamentais da ASFAMAS, explica sobre a temporalidade dos dados: "Os dados oficiais são publicados com defasagem temporal de cerca de um ano, necessária para que o Governo Federal colete, processe e divulgue as informações enviadas por todos os prestadores de serviço do país. Com a metodologia trazida pela pesquisa, estes números passam a ser divulgados como projeções com defasagem de poucos meses".

O volume estimado de investimentos em infraestrutura de saneamento em 2025 foi de R$ 33,3 bilhões — um expressivo crescimento real de 11% em relação ao ano anterior. Segundo a ASFAMAS, o avanço demonstra o fortalecimento progressivo dos investimentos em infraestrutura sanitária, tema central para a agenda de sustentabilidade urbana, saúde pública e preservação ambiental. Ainda assim, a entidade alerta que o país precisará manter investimentos acima de R$ 50 bilhões anuais para atender às metas de universalização do saneamento previstas para os próximos anos.

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"O saneamento precisa ser compreendido como uma agenda estratégica para o desenvolvimento sustentável do país. Quando ampliamos os investimentos em infraestrutura sanitária, estamos impactando diretamente a saúde pública, a preservação ambiental, a eficiência das cidades e a qualidade de vida da população. Com esse novo sistema de indicadores, a ASFAMAS passa a contribuir de forma ainda mais ativa para a construção de análises e decisões baseadas em dados", afirma Edson.

Outro dado inédito trazido pelo estudo é o faturamento da indústria de materiais para saneamento, que alcançou R$ 27,6 bilhões em 2025, um crescimento nominal de 0,8% em relação ao ano anterior. O levantamento considera segmentos como tubos e conexões, torneiras e válvulas, vasos sanitários, reservatórios, pisos e outros componentes fundamentais para a infraestrutura hidráulica das cidades e edificações. O crescimento menor que a inflação aponta para uma preocupante redução real do ritmo da demanda no último ano.

A pesquisa também aponta que a indústria de materiais de saneamento empregou 59,1 mil pessoas em 2025, crescimento de 3,7% em relação ao ano anterior, reforçando a relevância econômica e industrial do setor para o país.

Além do recorte específico do saneamento, o relatório apresenta uma nova ótica sobre a construção civil, trazendo o valor das obras residenciais e não residenciais no Brasil. Em 2025, as edificações residenciais movimentaram R$ 194,1 bilhões, enquanto as não residenciais atingiram R$ 291 bilhões, ambos com crescimento de 2,9%.

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Para a ASFAMAS, acompanhar o desempenho da construção sob a perspectiva da indústria do saneamento permite compreender de forma mais ampla a evolução da demanda por infraestrutura hidráulica, eficiência construtiva e soluções ligadas ao uso racional da água.

Com a nova publicação periódica, a ASFAMAS reforça seu posicionamento como fonte de referência para informações econômicas, industriais e estruturais relacionadas ao saneamento brasileiro. Os principais destaques do Radar ASFAMAS da Indústria do Saneamento serão divulgados à imprensa entre três e quatro vezes por ano, contribuindo para ampliar a visibilidade de um tema cada vez mais estratégico para a agenda ESG, o desenvolvimento urbano e a sustentabilidade no país.

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