Fundada em 1966, a Vinícola Galiotto chega aos seus 60 anos em 2026 com uma produção em torno de 10 milhões de litros por ano e capacidade de armazenagem de até 14 milhões de litros. Com sede em Flores da Cunha, na Serra Gaúcha, e atuação nacional e internacional, a empresa comercializa 62 SKUs distribuídos entre vinhos de mesa, vinhos finos, espumantes, sucos de uva, frisantes e cooler.
A companhia mantém o método de gestão familiar, que vem desde o início de sua trajetória. Atualmente na terceira geração da família, a história da Galiotto inicia, entretanto, muito antes da fundação oficial da vinícola. Em 1883, o imigrante italiano Romano Galiotto chegou à região, trazendo consigo a tradição do cultivo da uva e da produção de vinhos. Décadas depois, seu neto, Angelo Galiotto, iniciou os primeiros vinhedos da família.
Em 1966, com o objetivo de agregar valor à produção agrícola e manter a família unida em torno de um projeto comum, Angelo fundou a vinícola. Inicialmente, a comercialização ocorria de forma simples, concentrada na venda de vinhos a granel. O crescimento aconteceu gradualmente, acompanhando o desenvolvimento da própria região.
O marco da profissionalização ocorreu em 1981, quando a empresa iniciou o engarrafamento próprio e lançou a marca Galiotto no mercado. A partir desse momento, a vinícola iniciou sua expansão comercial para outros estados brasileiros.
"O grande patrimônio da Galiotto sempre foi a família. A empresa cresceu preservando valores como trabalho, simplicidade, compromisso com a qualidade e respeito às pessoas. Completar 60 anos significa honrar essa história e, ao mesmo tempo, olhar para o futuro", afirma Maicon Galiotto.
Hoje, a empresa possui forte presença em todo o território nacional, especialmente na região Sudeste, com destaque para o Rio de Janeiro, além de mercados consolidados no Espírito Santo, Maranhão, Pará e Rio Grande do Norte. No mercado internacional, a marca também mantém operações em países da América.
Segundo Maicon Galiotto, a expansão da empresa ocorreu de forma orgânica, impulsionada pelas relações comerciais construídas ao longo dos anos e pela identificação dos consumidores com a marca.
"O Pará foi um dos primeiros mercados fora do Rio Grande do Sul a receber nossos produtos. Depois veio o Rio de Janeiro, onde construímos uma presença muito importante. Nosso crescimento sempre aconteceu com muito relacionamento e proximidade com os clientes", destaca.
Além da expansão geográfica, a vinícola também ampliou seu portfólio para atender diferentes perfis de consumidores, acompanhando as mudanças do mercado e os novos hábitos de consumo.
O ano de 2026 também marca um momento positivo do ponto de vista econômico. A empresa projeta crescimento próximo de 14% em faturamento, dando sequência a uma trajetória de expansão que já havia registrado avanço de 10% entre 2025 e 2024 e de 8% entre 2024 e 2023.
Para Maicon, os resultados refletem o equilíbrio entre tradição e inovação.
"Temos muito orgulho da nossa história, mas também sabemos que o setor evolui constantemente. Investimos em tecnologia, em qualidade, em novos produtos e em processos cada vez mais eficientes, sempre mantendo a essência da empresa familiar", ressalta.
A experiência acumulada ao longo de 26 safras e mais de 25 anos de atuação no setor também levou Maicon Galiotto a assumir, neste ano, a presidência do Consevitis-RS, entidade que representa a cadeia vitivinícola gaúcha.
Sua trajetória reúne conhecimento do campo, da indústria e do mercado, experiência que ajuda a projetar uma visão ampla sobre os desafios e oportunidades do setor.
"A vitivinicultura faz parte da identidade da nossa região e da nossa família. Chegar aos 60 anos é motivo de orgulho, mas também de responsabilidade com as próximas gerações. Queremos continuar crescendo, fortalecendo a marca e contribuindo para o desenvolvimento do setor vitivinícola brasileiro", conclui.
Ao completar seis décadas, a Vinícola Galiotto reafirma sua posição como uma das tradicionais empresas da Serra Gaúcha, unindo herança familiar, capacidade produtiva e visão de futuro em um setor que continua sendo parte fundamental da economia e da cultura do Rio Grande do Sul.