Quem é Salah, estrela do Egito que brilhou na Copa do Mundo e se aproxima de recorde pela seleção

Seleção africana conquista o primeiro triunfo de sua trajetória no torneio com show do camisa 10 e quebra de recordes em Vancouver

22 jun 2026 - 11h40

O futebol da África viveu um momento inesquecível neste domingo em Vancouver. Foram mais de 90 anos de espera, mas a seleção do Egito finalmente alcançou a sua primeira vitória na história das Copas do Mundo. O triunfo por 3 a 1 diante da Nova Zelândia, de virada, colocou o país em festa e isolou a equipe na liderança do grupo G da competição mundial com quatro pontos conquistados. O grande protagonista da tarde foi Mo Salah, o principal ídolo do esporte egípcio, que comandou a reação do elenco no segundo tempo.

Mohamed Salah, camisa 10 do Egito, comemora o segundo gol de sua equipe durante a partida entre Nova Zelândia e Egito
Mohamed Salah, camisa 10 do Egito, comemora o segundo gol de sua equipe durante a partida entre Nova Zelândia e Egito
Foto: Getty Images / Perfil Brasil

O atacante estava sem clube desde que encerrou o seu contrato com o Liverpool em maio deste ano. Livre no mercado, o craque mostrou que mantém o faro de gol apurado e anotou o segundo tento dos africanos no confronto. Não satisfeito em balançar as redes, o camisa 10 ainda deu uma assistência precisa para Trézéguet sacramentar o placar com um gol de cabeça. O resultado positivo premiou a insistência de uma equipe que buscou o ataque de forma incessante na etapa final.

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O novo recordista de gols do futebol egípcio

Com o gol marcado em solo canadense, Mo Salah se transformou no maior artilheiro isolado do Egito em Copas do Mundo. O jogador deixou para trás a marca de Abdelrahman Fawzy, que defendia o posto desde a edição de 1934 do torneio. Agora, o camisa 10 soma 68 gols com a camisa de sua seleção e está muito perto de outra marca histórica relevante. Faltam apenas dois gols para ele se tornar o maior goleador de todos os tempos do país, superando Hossam Hassan.

O atual treinador da equipe nacional assistiu de perto ao feito do seu comandado na beira do gramado. Na saída do campo, o principal atleta da partida não escondeu a sua felicidade com o resultado obtido. "É incrível, eu não sei expressar em palavras. Mas é uma grande conquista para todos os jogadores. Tomara que a gente consiga passar de fase porque nos próximos anos vamos recordar dessa grande conquista. Temos que curtir hoje, amanhã e focar no próximo jogo", disse Mo Salah ao celebrar o momento.

Superação após as dores vividas no Mundial da Rússia

A consagração do capitão carrega um forte simbolismo por causa do histórico do atleta na competição. Esta é a segunda vez que o profissional disputa o torneio, mas a primeira em que atua com plenas condições físicas. Na edição de 2018, na Rússia, o atacante chegou ao torneio machucado após sofrer uma grave lesão no ombro direito na final da Liga dos Campeões. Aquela partida contra o Real Madrid prejudicou o rendimento do atleta na Copa do Mundo anterior.

Naquela ocasião, o jogador desfalcou o grupo na estreia e balançou as redes contra os donos da casa, mas sem motivos para comemorar devido à eliminação precoce. Oito anos depois, a história foi reescrita com contornos de pura celebração e liderança tática. O atleta se movimentou bastante e encontrou os espaços necessários na defesa da Nova Zelândia após o intervalo do jogo. A mudança no posicionamento dos homens de frente facilitou as ações ofensivas do Egito.

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Comandante celebra união e orgulho do povo egípcio

A atuação do principal astro da companhia rendeu muitos elogios por parte do comandante técnico do time. Na entrevista coletiva, o treinador fez questão de enaltecer o comprometimento de todo o grupo e a entrega do seu camisa 10. O técnico explicou que dá liberdade para que os seus principais talentos possam flutuar pelo setor ofensivo e criar dificuldades para os adversários. A postura tática agressiva colheu frutos valiosos para a sequência da competição.

"Salah trabalhou muito duro no campo de jogo e isso é algo que devem saber: sou o primeiro que deixo ele jogar com suas qualidades. Atacante, mas também em outras posições. Sempre faço mudanças táticas, tirar proveito dos activos Hassan e Salah. Essa é a forma que nós mostramos nosso amor por nosso país pelo grande povo egípcio. Muito orgulho. Como poderíamos nos atrever não agradar essa torcida? Não poderia viver sem ganhar esse jogo", elogiou o técnico Hossam Hassan.

O Egito agora soma quatro pontos e lidera a sua chave de forma isolada no torneio. O Irã aparece na segunda colocação devido aos critérios de desempate, empatado com os mesmos dois pontos da Bélgica, que ocupa o terceiro lugar. A Nova Zelândia segura a lanterna do grupo após o revés sofrido neste domingo histórico para o continente africano.

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