O PT solicitou ao ministro Flávio Dino, do STF, a abertura de inquérito para investigar suposta interferência estrangeira nas eleições brasileiras. A petição foca em suspeitas de financiamento e apoio internacional à candidatura de Flávio Bolsonaro, citando a organização norte-americana Rockbridge Network, anúncios pagos no X no exterior e conteúdos do Brasil Paralelo. O partido busca apurar o uso de plataformas digitais, recursos e instituições financeiras para impactar a disputa política.
O Partido dos Trabalhadores pediu que o ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal, abra um inquérito para investigar supostos episódios de interferência estrangeira nas eleições brasileiras. O pedido formal da legenda foi protocolado em uma manifestação que já tem o próprio magistrado como relator no STF. A intenção do partido é garantir a apuração de qualquer tentativa de influência vinda do exterior no processo democrático do país, conforme relatou o g1.
Na petição encaminhada ao tribunal, a sigla solicita que as investigações sejam abrangentes e alcancem diferentes meios de atuação digital e financeira. O partido pede para que a apuração deixe "expressamente abrangidas situações em que eventuais imposições ou operações de origem estrangeira possam alcançar o processo eleitoral brasileiro por meio de plataformas digitais, instituições financeiras, publicidade, recursos, bens ou serviços", de acordo com os termos do documento oficial.
A solicitação apresentada reúne uma série de acontecimentos que, segundo a avaliação da legenda governista, necessitam de esclarecimento urgente pela Justiça. O foco principal das suspeitas envolve a suposta existência de financiamento, apoio ou influência estrangeira na candidatura do senador Flávio Bolsonaro à Presidência da República. A cúpula partidária alega que esses movimentos podem ter impacto direto na disputa política nacional.
Entre os pontos destacados no documento entregue a Dino estão suspeitas ligadas à Rockbridge Network, uma organização americana voltada ao financiamento de campanhas conservadoras nos Estados Unidos. O texto menciona também a veiculação de publicidade paga no exterior em perfis da rede social X favoráveis ao parlamentar do PL.
Além disso, a representação jurídica cita a disponibilização de conteúdos produzidos pelo site Brasil Paralelo e pelo Estúdio Quinto Elemento para a Academia da Direita, plataforma digital ligada ao partido de oposição. A sigla defende que o Supremo Tribunal Federal apure o alcance e a origem dessas operações no ecossistema político brasileiro, informou o g1.