RS terá sequência de tempestades e ventos de até 90 km/h

Alerta de tempo instável começa na quinta-feira (16) e deve se estender por toda a semana seguinte

13 jul 2026 - 19h46

O Rio Grande do Sul deve registrar um longo período de tempo severo a partir de quinta-feira (16). A combinação de alta umidade, ventos fortes e a permanência de uma frente fria sobre o estado criará condições propícias para tempestades diárias que se estenderão até a semana seguinte. Segundo a Defesa Civil estadual e a Climatempo, o corredor de umidade vindo do norte do país servirá como o principal combustível para a formação das tormentas.

Foto: Magnific / Porto Alegre 24 horas

As instabilidades começam no fim da tarde de quinta-feira pelas regiões Oeste, Campanha e Centro, com previsão de chuva, raios, granizo e rajadas de vento de até 80 km/h. O cenário se agrava na sexta-feira (17), quando o sistema avança para as regiões Centro, Metropolitana e os Vales do Rio Pardo, Taquari e Sinos. Há risco de chuva volumosa em curto espaço de tempo, gerando alagamentos urbanos, além de ventanias que podem atingir 90 km/h — com atenção especial para ventos intensos na região de Santa Maria mesmo antes das precipitações.

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No sábado (18), a frente fria se desloca em direção ao norte do estado, estendendo os alertas de chuva forte, granizo e transbordamento de córregos para as Missões, Planalto, Norte, Centro e Vales. No domingo (19), a metade norte gaúcha concentra as áreas de maior perigo, especialmente o Planalto, o Norte e a Serra, onde os ventos podem superar os 80 km/h.

A instabilidade persistirá na segunda-feira (20), mantendo o risco de chuva intensa e transtornos associados ao acúmulo de água nessas mesmas regiões. Diante da continuidade das precipitações nos dias subsequentes, a Defesa Civil segue monitorando a dinâmica atmosférica e emitirá alertas atualizados para a população. Meteorologistas apontam que o cenário atípico coincide com a confirmação de um El Niño de proporções históricas ativo no Oceano Pacífico, monitorado pela Administração Nacional Oceânica e Atmosférica (NOAA), mas ainda é cedo afirmar que já seja consequência do fenômeno.

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