Para conter as cheias do Guaíba, o Dmae começou a instalar barreiras móveis de contenção no bairro Guarujá, em Porto Alegre. Como a região fica fora do sistema permanente contra inundações, a medida provisória inclui bombas para drenar a chuva e o bloqueio de canais. Enquanto soluções definitivas são debatidas com os moradores, a tecnologia modular e itinerante poderá ser deslocada para proteger outros pontos críticos da capital, como o dique do Gasômetro e vias expressas.
O Departamento Municipal de Água e Esgotos (Dmae) iniciou a instalação de novas barreiras móveis de proteção contra cheias no bairro Guarujá, localizado na Zona Sul de Porto Alegre. A medida integra uma prova de conceito para conter a entrada da água do Lago Guaíba em áreas de cota baixa historicamente vulneráveis a inundações.
Por estar situado fora do sistema permanente de proteção da capital, o bairro demanda respostas imediatas em cenários de elevação dos rios. O prefeito Sebastião Melo reforçou que a estrutura provisória atende ao plano de contingência municipal enquanto soluções de engenharia a longo prazo, voltadas para a elevação da cota do bairro sem romper a relação local com o manancial, são estruturadas em diálogo com os moradores.
A operação do sistema no Guarujá envolve também o bloqueio físico de canais de drenagem e redes que ligam as vias públicas ao Guaíba. Para gerenciar o acúmulo de chuva no perímetro urbano durante os bloqueios, o Dmae utiliza bombas móveis encarregadas de retirar a água acumulada nas ruas.
Além de atender o Guarujá, a tecnologia modular traz mobilidade para o município. O Dmae prevê que as mesmas estruturas possam ser deslocadas e montadas temporariamente em outros pontos sensíveis da cidade que aguardam reformas, a exemplo do dique da Usina do Gasômetro e de vias expressas como as avenidas Assis Brasil, Ernesto Neugebauer e Caldeia.
PMPA.