A construção do Memorial às Vítimas da Kiss, em Santa Maria, enfrenta uma nova interrupção. A paralisação ocorre após a identificação de um problema técnico na execução do "corredor enclausurado", estrutura projetada para ser a segunda saída de emergência do prédio. Segundo a Associação dos Familiares de Vítimas e Sobreviventes (AVTSM), foi constatada uma diferença de nível entre a fundação já pronta e o que o projeto exige, o que demandará a demolição de parte da contenção e da base para readequação.
A prefeitura de Santa Maria confirmou que deve assinar nos próximos dias um aditivo contratual para cobrir os custos extras com demolição, maquinário e acompanhamento técnico. De acordo com Flávio Silva, presidente da AVTSM, a expectativa é que os trabalhos no terreno da Rua dos Andradas sejam retomados em até 10 dias, após a formalização deste ajuste com a construtora. Até o fim de janeiro, o Executivo municipal estimava que cerca de 18% da obra estava concluída.
Histórico de atrasos e marcos da obra
Este não é o primeiro percalço enfrentado pelo projeto, iniciado simbolicamente em julho de 2024 com a retirada da fachada da antiga boate. Confira os principais pontos da trajetória:
Setembro de 2024: Primeira paralisação após a descoberta de um porão no prédio vizinho, o que exigiu mudanças estruturais e no PPCI. A obra ficou parada por 10 meses e o custo saltou de R$ 4,8 milhões para R$ 5,9 milhões.
Dezembro de 2025: Retomada oficial dos serviços após o primeiro aditivo.
Atualmente: Nova pausa para ajuste de nível na saída de emergência.
Apesar das interrupções, etapas importantes como a demolição completa das paredes internas, a remoção do telhado e a concretagem da base já foram finalizadas. O Memorial busca transformar o local da tragédia em um espaço de memória e prevenção, custeado com recursos do Fundo para Reconstituição de Bens Lesados (FRBL) do Ministério Público do Rio Grande do Sul.
Com informações: Diário SM