'Nosso prédio caiu': jogador diz que família está desaparecida após terremoto na Venezuela que já matou mais de 164 pessoas

Atleta busca informações sobre sua esposa e seus dois filhos após o desabamento do prédio onde a família morava na região costeira do país

25 jun 2026 - 11h04

O jogador de futebol argentino Lucas Trejo vive momentos de profunda angústia nesta quinta-feira (25). Ele afirmou publicamente que sua família está desaparecida após os terremotos devastadores que atingiram a Venezuela. O atleta, que atua por um clube venezuelano, relatou que não tem qualquer notícia sobre seus parentes. Ele explicou que o edifício residencial onde eles moravam desabou completamente por conta dos fortes tremores de terra. Diante do cenário de incertezas, o profissional utilizou suas redes sociais para fazer um apelo emocionante. O objetivo é obter qualquer novidade sobre o paradeiro de sua esposa, Yani, e de seus dois filhos, Aarón e Ainhoa.

Jogador de futebol argentino Lucas Trejo e sua família em foto de abril de 2026
Jogador de futebol argentino Lucas Trejo e sua família em foto de abril de 2026
Foto: Reprodução/Lucas Trejo no Instagram / Perfil Brasil

Jogador faz apelo nas redes sociais por notícias da família

O desespero do esportista reflete a gravidade da destruição na região onde a sua família residia. Em sua manifestação pública, o jogador compartilhou uma mensagem de socorro direcionada aos seus seguidores e autoridades locais. "Nosso edifício em Praia Grande caiu, não sei nada da minha família, por favor orem por eles e difundam esta mensagem para alguém que possa tê-los visto. Quero acreditar que não estavam lá. Orem pela minha família por favor", afirmou Trejo. A localidade de Praia Grande consiste em um município costeiro da Venezuela que fica situado a cerca de 12 km ao norte da capital Caracas.

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Terremotos sucessivos causam destruição em massa no país vizinho

A situação dramática vivida pelo jogador argentino é a mesma de milhares de venezuelanos nesta quinta-feira. A população local sofre com as consequências severas de uma sequência de dois terremotos de magnitudes 7,5 e 7,2 que devastaram o território venezuelano. Prédios residenciais e casas desabaram por todo o país em virtude da violência dos abalos sísmicos. O governo venezuelano informou inicialmente que mais de 100 pessoas morreram e centenas ficaram feridas nos primeiros momentos pós-tragédia. Por conta disso, centenas de equipes de resgate venezuelanas trabalhavam intensamente nesta quinta-feira em busca de sobreviventes sob os escombros acumulados.

Número de vítimas aumenta e buscas por sobreviventes continuam

Os dois terremotos principais atingiram a Venezuela na noite de quarta-feira e provocaram pelo menos 20 réplicas nas horas seguintes. Os tremores foram tão intensos que acabaram sendo sentidos também em cidades do Norte do Brasil. Os dois abalos ocorreram com menos de um minuto de diferença, derrubando estruturas na capital Caracas e em outras cidades. A presidente venezuelana, Delcy Rodríguez, atualizou o balanço de vítimas nesta quinta-feira e confirmou que mais de 164 pessoas morreram. O número de mortos e feridos ainda deve subir significativamente, pois diversos prédios desabaram ao longo do país. A busca por vítimas continua com mais de 500 equipes de emergência trabalhando sem parar.

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