Mural de 30 metros em frente à Santa Casa de Porto Alegre utiliza arte urbana como mensagem de esperança

Obra do artista Gordo Muswieck integra o Festival Olhe Pra Cima e propõe humanizar o entorno hospitalar através do lúdico.

24 jun 2026 - 15h05

Uma estrutura de mais de 30 metros de altura na Avenida Independência, número 56, foi transformada na mais nova obra de arte pública de Porto Alegre. Intitulado "Sonhos Podem Ser Reais", o mega-mural foi produzido pelo artista Gordo Muswieck na fachada voltada para a Praça Dom Feliciano. A intervenção faz parte do cronograma oficial do Festival Olhe Pra Cima 2025/2026, projeto cultural realizado pela Art Polen com financiamento do Governo do Estado do Rio Grande do Sul, via SEDAC-RS.

Foto: Reprodução/Rede Social / Porto Alegre 24 horas

A pintura retrata um menino com uma capa inventada que observa o horizonte, simbolizando a infância, o futuro e o poder transformador da imaginação. A figura pertence à linhagem dos "Stevies", personagens característicos do universo visual de Muswieck, sendo esta a maior versão de um "Stevie" já criada pelo artista. O posicionamento do mural foi planejado para contrastar diretamente com a rigidez arquitetônica do concreto e dialogar com o fluxo intenso de pedestres da região.

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A localização geográfica do painel, situado exatamente em frente ao Complexo Hospitalar Santa Casa de Porto Alegre, confere um caráter social à obra. A intenção do festival e do criador é oferecer um ponto de leveza visual e apoio psicológico para pacientes, familiares e profissionais da saúde que enfrentam rotinas hospitalares complexas. O próprio artista relatou ter recebido feedbacks de pessoas que acompanham a pintura a partir das janelas dos quartos do hospital, validando o impacto direto da intervenção.

Viabilizado pelos patrocínios de Tintas Renner e Budweiser, com apoio de Elev Energy Drink e curadoria de Vinicius Amorim, o mural agora compõe o Circuito de Murais permanente do município. A divulgação e logística visual contam com a parceria do Grupo Imobi. A obra permanece acessível gratuitamente a qualquer observador, cumprindo a meta do festival de utilizar o espaço público como uma plataforma democrática de socialização e conexão humanizada.

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