Zelenskiy critica acordo entre EUA e Rússia sobre diesel

16 out 2026 - 18h06
Resumo
O presidente ucraniano Volodymyr Zelenskiy e líderes europeus criticaram o acordo sobre diesel firmado entre Donald Trump e a Rússia, alegando que a medida financiará a guerra de Vladimir Putin. Em meio à tensão, Trump condenou os ataques ucranianos a refinarias russas, temendo a alta dos preços da energia nos EUA. Enquanto isso, Putin declarou inegociável uma "zona de segurança" na Ucrânia, e Kiev enfrenta temores de redução do apoio militar norte-americano sob forte ofensiva russa.

O presidente ucraniano Volodymyr Zelenskiy condenou, nesta sexta-feira, ‌o acordo firmado pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, com a Rússia envolvendo o diesel, classificou a posição de Moscou como uma "paródia" das negociações de paz e saudou a perspectiva de um papel maior para os aliados europeus nas conversas, a quem chamou de "verdadeiros líderes".

Zelenskiy afirmou, durante uma cúpula da União Europeia em ⁠Bruxelas, que a Rússia não deseja a paz.

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Vestindo uniforme militar durante uma visita a ‌um posto de comando, o presidente russo, Vladimir Putin, disse que Moscou está estabelecendo uma "zona de segurança" dentro da Ucrânia ao longo da fronteira, medida ‌que ele considerou inegociável em quaisquer futuras negociações ‌com Kiev.

Trump disse que nem ele nem Elon Musk são responsáveis pelo ⁠fato de a Ucrânia ter perdido, nesta semana, o acesso ao serviço de satélites Starlink, de Musk, um importante elemento de defesa contra os ataques russos. Trump afirmou ter um bom relacionamento com Zelenskiy, apesar da recente troca de farpas com o líder ucraniano.

Em Bruxelas, os líderes da UE se uniram em apoio ‌a Zelenskiy após Trump voltar a criticar a Ucrânia, chamando seus ataques a refinarias ‌russas de "vergonha".

A UE recebe ⁠Zelenskiy em um dos ⁠momentos mais difíceis para a Ucrânia, com mísseis e drones russos chovendo sobre cidades ucranianas ⁠e temores de que os EUA possam ‌retirar o compartilhamento de inteligência ‌e o apoio com armas a Kiev.

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Zelenskiy deu poucos sinais de que iria suavizar sua postura em relação a Washington.

Trump pegou Zelenskiy de surpresa no último fim de semana ao anunciar que a Ucrânia e a Rússia ⁠haviam concordado em não atacar as instalações energéticas uma da outra.

Às vésperas das eleições de meio de mandato, no mês que vem, Trump responsabilizou os ataques ucranianos às refinarias russas pela elevação dos preços da energia, o que pode custar ao seu Partido Republicano suas ‌estreitas maiorias no Senado e na Câmara dos Deputados dos EUA.

A Ucrânia atacou uma refinaria de petróleo russa a sudeste de Moscou na quinta-feira, depois que ⁠Zelenskiy declarou que Kiev estava abandonando o cessar-fogo no setor energético anunciado por Trump.

O acordo dos EUA com a Rússia em torno do diesel irritou a Ucrânia e seus aliados europeus.

"E agora podemos ver como o dinheiro começará a fluir de volta para a Rússia por meio do acordo do diesel", disse Zelenskiy a jornalistas.

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"Esse acordo sobre o diesel nunca será suficiente para compensar o impacto do Estreito de Ormuz nos mercados globais. Mas vai colocar mais dinheiro diretamente no bolso de Putin para financiar essa guerra."

O presidente francês, Emmanuel Macron, disse que o acordo "não é bom para ninguém".

"Ele envia um sinal negativo. É um elemento de divisão e dúvida." 

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