Um total de 127 italianos deixou Mascate, capital de Omã, nesta segunda-feira (2), em um voo fretado organizado pelo governo da Itália para resgatar seus cidadãos no Oriente Médio, que abriga mais de 70 mil pessoas do país europeu no momento.
Segundo comunicado do Ministério das Relações Exteriores, membros desse grupo estavam retidos em Omã ou foram transferidos de Dubai com a assistência da Farnesina.
O vice-premiê e chefe da pasta, Antonio Tajani, revelou, durante audiência no Congresso nesta segunda-feira (2) sobre a escalada das tensões no Oriente Médio, que 80% dos italianos na região são residentes permanentes.
Desse número, cerca de 30 mil estão em Dubai e Abu Dhabi, nos Emirados Árabes. Os dados incluem civis e militares.
Tajani informou ainda que 20 mil pessoas com passaporte italiano vivem em Israel, ao mesmo tempo que há outras "comunidades grandes" na Arábia Saudita, Kuwait, Omã e Bahrein.
"No Irã, há pouco menos de 500 italianos, quase todos residentes", disse o vice-premiê, acrescentando que, a partir de um pedido de Roma, as autoridades dos Emirados Árabes colocarão à disposição, na terça-feira (3), um voo especial entre Abu Dhabi e Milão para o retorno de 200 estudantes italianos menores de idade que estão no país árabe.
Após os ataques de Israel e dos Estados Unidos contra o Irã no final de semana, Tajani reforçou que o governo da Itália "continua a fazer a sua parte com lucidez, determinação e responsabilidade".
"Acreditamos na diplomacia, mesmo quando é difícil", concluiu o chanceler.