O Conselho da União Europeia renovou as sanções econômicas contra a Rússia por mais 12 meses, prorrogando-as até 31 de julho de 2027.
A decisão segue a conclusão da cúpula realizada entre os dias 18 e 19 de junho, na qual os líderes da UE concordaram em estender as medidas contra Moscou em virtude da guerra no leste europeu.
As sanções atualmente em vigor abrangem setores-chave da economia russa, como comércio, finanças, energia e tecnologias de dupla utilização. Além disso, as punições incluem a proibição da importação ou da transferência, por via marítima, de petróleo russo e de determinados produtos petrolíferos para o bloco.
"Apesar da brutalidade dos ataques contínuos de Moscou contra infraestruturas críticas e civis, a Rússia não conseguiu alcançar seus objetivos na Ucrânia. Também não obteve êxito em dividir a UE ou em nos impedir de apoiar o país", afirmou António Costa, presidente do Conselho Europeu.
O diplomata português acrescentou que a União Europeia é a principal doadora de Kiev, tendo fornecido mais de 200 bilhões de euros em apoio desde 2022, quando as forças russas invadiram a Ucrânia.
"A Ucrânia demonstrou estar pronta para um cessar-fogo imediato e para um engajamento diplomático contínuo visando a uma paz justa e duradoura. A UE apoia todas as iniciativas que contribuem para a paz, ao mesmo tempo em que intensifica a pressão sobre a Rússia por meio de sanções", declarou.
Paralelamente, o presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, conversou com a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, para discutir a "cooperação em defesa e os esforços conjuntos para reforçar nossa resiliência e proteger as pessoas de ataques russos". .