Donald Trump se reunirá na terça-feira, em Nova York, com a presidente interina da Venezuela, Delcy Rodríguez, no primeiro encontro presencial após os EUA destituírem Nicolás Maduro em janeiro. A reunião ocorre à margem de uma recepção da Assembleia Geral da ONU e sucede um recente acordo bilateral que concede aos EUA controle parcial sobre o petróleo venezuelano. Trump tem apoiado abertamente Rodríguez, gerando incertezas sobre o retorno da líder opositora María Corina Machado ao país.
O presidente dos EUA, Donald Trump, se reunirá com a presidente interina da Venezuela, Delcy Rodríguez, em Nova York na terça-feira, informou uma autoridade sênior norte-americana nesta sexta-feira, no que será o primeiro encontro presencial entre os dois líderes desde que Washington destituiu o ex-presidente venezuelano Nicolás Maduro, em janeiro.
O encontro de Trump com Rodríguez, ex-vice de Maduro, ocorrerá à margem de uma recepção que o presidente republicano oferecerá, disse o embaixador dos EUA na ONU, Mike Waltz, a repórteres em uma teleconferência.
"O presidente oferecerá uma recepção aos líderes da Assembleia Geral da ONU. Lá, ele participará de uma conversa à parte com a presidente interina Rodríguez, da Venezuela", disse Waltz. Ele não deu detalhes sobre o que eles possam discutir.
O Ministério da Comunicação da Venezuela, responsável por todas as consultas da imprensa ao governo, não respondeu imediatamente a um pedido de comentário.
No mês passado, os EUA e a Venezuela assinaram um acordo energético que permitiria aos EUA assumir o controle parcial das vastas reservas de petróleo da Venezuela, apostando que empresas norte-americanas possam ajudar a revitalizar o setor energético abalado do país sul-americano.
A líder da oposição venezuelana María Corina Machado enfrenta um dilema crescente sobre quando retornar ao país para angariar apoio, em meio à reticência do governo Trump em relação ao seu retorno.
Machado deixou o país no final do ano passado para receber o Prêmio Nobel da Paz, depois de ter vivido praticamente na clandestinidade desde a disputada eleição de 2024. Ela procurou conquistar Trump como aliado muito antes da destituição de Maduro. Mas, desde a destituição, Trump tem repetidamente expressado apoio a Rodríguez.