Trump se escondeu em caminhão e fez voo secreto após ameaça do Irã, diz jornal

Magnata teria sido levado para um avião diferente do Air Force One na Turquia

11 ago 2026 - 12h58

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, deixou a Turquia, após participar da cúpula da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) em julho passado, a bordo de um avião militar diferente do Air Force One, em uma operação secreta motivada por ameaças de assassinato atribuídas ao Irã, informou o jornal "Washington Post" na última segunda-feira (10).

    De acordo com a publicação, o republicano foi transferido para uma aeronave C-32A escondido em um caminhão de serviço de bordo, normalmente usado para transportar refeições e suprimentos.

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    A operação teria ocorrido sem o conhecimento dos jornalistas que acompanhavam Trump e de alguns integrantes da equipe da Casa Branca. Documentos vistos pelo jornal, além de relatos de uma autoridade americana familiarizada com a operação e de outra pessoa informada sobre a viagem presidencial, teriam confirmado a existência da missão.

    Publicamente, o governo dos EUA declarou que o magnata deixou a Turquia em 8 de julho a bordo do Air Force One antigo. Antes da viagem, Trump já havia anunciado nas redes sociais que utilizaria outra aeronave, em vez do Boeing 747-8 mais novo que o havia levado à Turquia.

    Em Ancara, o presidente norte-americano chegou a embarcar no antigo Air Force One diante das câmeras. Segundo a reportagem, porém, a aeronave funcionava como um chamariz: transportava jornalistas e alguns funcionários da Casa Branca, mas do outro lado um caminhão de alimentos estava conectado ao avião.

    Na sequência, a localização real do presidente permaneceu desconhecida do público e de autoridades americanas de alto escalão por várias horas.

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    A operação também ocorreu em meio a questionamentos sobre a segurança do avião mais novo, uma aeronave doada pelo Catar aos Estados Unidos. Após a viagem, Trump afirmou que o jato passaria por novas atualizações.

    Semanas depois da operação, ainda não está claro até que ponto a administração americana divulgou oficialmente os detalhes do deslocamento presidencial.

    O "Washington Post" informou ainda que compartilhou com a Casa Branca detalhes de sua investigação e uma lista de perguntas antes da publicação. Em resposta, o diretor de comunicações do governo dos EUA, Steven Cheung, defendeu a segurança do avião doado pelo Catar.

    "O novo Air Force One é uma aeronave de última geração, equipada com protocolos de segurança de alto nível que garantem a segurança do presidente e de sua equipe", afirmou Cheung, segundo o jornal.

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    Ele acrescentou que existem "muitos inimigos da América" que têm Trump como alvo e que o governo utiliza "todos os recursos" disponíveis para enfrentar essas ameaças.

    Por sua vez, o Pentágono não respondeu imediatamente a um pedido de comentário. .

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