Trump elogia sistema eleitoral brasileiro, mas não comenta resultados

PF abriu investigação sobre suposta interferência dos EUA no pleito

5 out 2026 - 08h10
Resumo
Donald Trump elogiou a rapidez da apuração eleitoral brasileira em contraste com o sistema americano, que chamou de corrupto, mas não comentou o resultado que pôs Flávio Bolsonaro à frente de Lula no primeiro turno. A fala surge em meio a uma investigação recém-aberta pela Polícia Federal, a pedido da AGU, para apurar uma suposta interferência dos Estados Unidos no pleito nacional, após suspeitas de articulações entre Trump e aliados do clã Bolsonaro.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, comparou o sistema eleitoral brasileiro com o americano, mencionando a eficiência do primeiro, que consegue definir os resultados das eleições ainda no mesmo dia, e chamando o segundo de "corrupto".

    "Hoje, 125 milhões de pessoas votaram no primeiro turno da eleição presidencial brasileira. Os resultados foram anunciados logo após o fechamento das urnas, no mesmo dia", escreveu Trump no Truth durante a madrugada [hora de Brasília] desta segunda-feira (5).

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    No entanto, segundo o Tribunal Superior Eleitoral, apesar de 158,7 milhões de brasileiros estarem aptos a votar, 33,4 milhões não compareceram às urnas no domingo (4).

    Já "em Detroit, Filadélfia, Califórnia e em inúmeras outras cidades e estados dos EUA, os resultados ? envolvendo números bem mais modestos ? costumam levar semanas para serem 'manipulados', ou melhor, calculados", prosseguiu o republicano, antes de concluir: "O sistema eleitoral americano é corrupto".

    Trump não mencionou o resultado das eleições presidenciais no primeiro turno, que terminou com o candidato do PL, o senador Flávio Bolsonaro, à frente de Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que busca a reeleição.

    Com 47,03% dos votos válidos contra 45,16% de Lula, Flávio superou o petista em mais de 2,2 milhões de votos.

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    Durante o período pré-eleitoral, o governo brasileiro tentou impedir uma suposta interferência dos EUA nas eleições brasileiras ao negar o visto a um grupo de diplomatas americanos.

    Membros da família Bolsonaro são acusados de buscar apoio de Trump para interferir em assuntos nacionais, como no julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro, condenado por tentativa de golpe de Estado.

    Ontem, o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, anunciou que abriu uma investigação sobre uma suposta interferência dos EUA nas eleições no Brasil, atendendo a um pedido da Advocacia-Geral da União (AGU), feito em 1º de outubro.

    Rodrigues disse que o procedimento está em fase preliminar na Diretoria de Inteligência.

    "Nós recebemos uma representação da AGU sugerindo a apuração de interferência externa nas eleições brasileiras, o que é crime na legislação eleitoral. Isso foi analisado pela nossa área técnica ontem (sábado, 3/10) e, encaminhado para a diretoria de inteligência, que é quem vai conduzir a investigação", explicou Rodrigues. .

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