Trump diz que Putin quer chegar a um acordo sobre Ucrânia

9 set 2026 - 15h45
(atualizado às 16h25)
Resumo
Após conversar por telefone com Vladimir Putin, Donald Trump afirmou que o líder russo deseja um acordo para encerrar a guerra na Ucrânia, atribuindo o impasse ao ódio mútuo entre Putin e Volodymyr Zelenskiy. O diálogo ocorreu após missões diplomáticas de enviados dos EUA a Moscou e Kiev. Contudo, serviços de inteligência dos Estados Unidos, da Ucrânia e da Europa mantêm o ceticismo quanto à real intenção de Putin em pôr fim ao conflito, que já está em seu quarto ano.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta quarta-feira que teve uma conversa "ótima" com o presidente russo, Vladimir Putin, no início desta semana, e que ⁠o líder russo deseja chegar a um ‌acordo para encerrar a guerra na Ucrânia.

"Ele quer chegar a um acordo, e ‌se (o presidente ucraniano Volodymyr) Zelenskiy ‌também quiser, isso seria ótimo", disse ⁠Trump a jornalistas antes de embarcar no Air Force One a caminho de Dallas para a Convenção Nacional Republicana.

Publicidade

Trump conversou por telefone com Putin na terça-feira, logo após ‌o enviado especial dos EUA, Steve Witkoff, ‌e o genro ⁠de ⁠Trump, Jared Kushner, retornarem de uma viagem diplomática por ⁠Moscou e ‌Kiev. A dupla, responsável ‌pela maioria das principais negociações de paz pelos EUA, discutiu possíveis propostas para pôr fim à guerra.

No mês passado, o ⁠diretor da Agência Central de Inteligência (CIA), John Ratcliffe, se reuniu com autoridades de inteligência em Moscou, em parte para incentivar as autoridades russas ‌a encerrarem a invasão.

Apesar desses esforços e das declarações de Trump, autoridades de inteligência ⁠nos EUA, na Ucrânia e em toda a Europa continuam a duvidar que Putin esteja seriamente interessado em dar fim à guerra em curso, já em seu quarto ano.

"O impasse se deve a duas pessoas que se odeiam", disse Trump a jornalistas, referindo-se a Putin e Zelenskiy.

Publicidade

"Acho que, mais do que qualquer outra coisa, são duas pessoas que se odeiam."

Reuters - Esta publicação inclusive informação e dados são de propriedade intelectual de Reuters. Fica expresamente proibido seu uso ou de seu nome sem a prévia autorização de Reuters. Todos os direitos reservados.
Curtiu? Fique por dentro das principais notícias através do nosso ZAP
Inscreva-se