Trump diz que não dará continuidade a acordo nuclear a menos que sauditas adiram aos Acordos de Abraão

24 jul 2026 - 20h29
(atualizado às 21h07)

O presidente norte-americano, Donald Trump, disse nesta sexta-feira que não levaria adiante um acordo nuclear civil com a Arábia Saudita, a menos que os sauditas concordassem com a normalização das relações com Israel no âmbito ⁠dos Acordos de Abraão.

O Departamento de Energia dos EUA ‌informou na quarta-feira que o secretário de Energia, Chris Wright, e seu homólogo saudita, o príncipe ‌Abdulaziz bin Salman, assinaram um acordo ‌para o desenvolvimento dos primeiros reatores nucleares comerciais ⁠na Arábia Saudita, país rico em petróleo, e que o acordo seria encaminhado ao Congresso para análise.

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Trump vem trabalhando, desde seu primeiro mandato, em um acordo nuclear com a Arábia Saudita.

O ex-presidente Joe Biden também ‌pressionou por um acordo e queria vinculá-lo aos acordos, ‌o que normalizaria as ⁠relações entre ⁠a Arábia Saudita e Israel.

Mas a Arábia Saudita não assinou ⁠os acordos porque deseja ‌um caminho irreversível para ‌a criação de um Estado palestino antes de reconhecer Israel.

Na quinta-feira, Trump de repente acrescentou publicamente essa condição ao acordo, afirmando em uma postagem nas ⁠redes sociais que a Arábia Saudita teria que aderir aos acordos.

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Trump enfatizou isso nesta sexta-feira no Salão Oval. "Para fazer isso, eles precisam ser membros dos Acordos de Abraão", disse ‌Trump aos repórteres. Trump afirmou que não conversou sobre os acordos com Wright antes de o membro do ⁠Gabinete assinar o acordo. "Mas isso sempre ficou claro, e Chris sabia, e a Arábia Saudita sabia", disse Trump.

A Arábia Saudita não respondeu aos pedidos de comentários sobre a condição adicional ao acordo.

Trump se mostrou confiante de que, eventualmente, tudo se concretizaria. "Em algum momento, eles vão aderir... e vão desenvolver seu programa nuclear civil, para reiterar, nuclear civil", disse Trump.

Um acordo entre os EUA e a Arábia Saudita é visto como benéfico para a Westinghouse, de propriedade conjunta das empresas canadenses Cameco e Brookfield Asset Management .

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