O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, acusou o Irã neste domingo, 19, de ter cometido uma "grave violação" do cessar-fogo de duas semanas entre as partes e ameaçou destruir infraestruturas no país caso não haja um acordo imediato, enquanto Teerã afirmou que as negociações de paz "apresentaram progressos", mas um pacto final "ainda está longe de ser alcançado".
"O Irã cometeu uma grave violação da trégua, mas um acordo de paz será alcançado", disse Trump à ABC, referindo-se aos disparos de Teerã contra navios mercantes e de cruzeiro ao se aproximarem do Estreito de Ormuz, que voltou a ser fechado no sábado (18) pelos iranianos.
"Ontem, o Irã decidiu abrir fogo no Estreito de Ormuz: uma violação flagrante do nosso acordo de cessar-fogo [de duas semanas]", falou o republicano, explicando que "muitos dos disparos foram direcionados a um navio francês e a uma embarcação mercante do Reino Unido".
"Uma atitude nada amigável, não é mesmo?", questionou o mandatário americano, garantindo que haverá um pacto com o Irã "por bem ou por mal".
Segundo Trump, nesta segunda-feira (20), seus negociadores irão ao Paquistão para uma nova tratativa de trégua.
"Estamos oferecendo um acordo muito justo e razoável; espero que eles [Teerã] aceitem. Se não aceitarem, destruiremos todas as usinas de energia e todas as pontes do Irã", ameaçou o chefe de Estado de Washington no Truth. Segundo ele, "chegou o momento de colocar fim na máquina de morte iraniana".
Mais cedo, o presidente do Parlamento do Irã, Mohammad Bagher Ghalibaf, afirmou à TV estatal do país que as negociações com os EUA "apresentaram progressos", mas um acordo final "ainda está longe de ser alcançado" por haver "muitas divergências" e "pontos-chave não resolvidos".
De acordo com Ghalibaf, os EUA "devem abandonar o unilateralismo e o espírito de imposição nas tratativas de diálogo".
A trégua de duas semanas entre Irã e EUA chegará ao fim na quarta-feira (22).