O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta terça-feira (3) que as recentes ofensivas contra o Irã destruíram "praticamente tudo" no país persa e mencionou uma terceira onda de ataques "em breve".
O republicano conversou com a imprensa durante um encontro com o chanceler da Alemanha, Friedrich Merz, no Salão Oval da Casa Branca, em Washington. Na ocasião, disse que Teerã "não tem mais Marinha nem defesa aérea".
"Praticamente tudo foi destruído no Irã. O pior cenário para o país neste momento é que ele seja tomado por alguém pior [do que Ali Khamenei]. Ainda teremos uma terceira onda [de ataques]", declarou Trump.
O mandatário americano minimizou a possibilidade de o filho do último xá do Irã, Reza Pahlavi, assumir a liderança do país, afirmando que preferiria "alguém de dentro" do regime dos aiatolás para essa função. Contudo, o republicano acrescentou que "a maior parte das pessoas que tinha em mente morreu".
Trump também avaliou que "os preços do petróleo ficarão um pouco altos por um tempo" durante a guerra com o Irã, mas garantiu que, "assim que isso terminar, eles cairão para níveis ainda mais baixos do que antes".
Em uma publicação nas redes sociais, o magnata anunciou que, "se necessário, os Estados Unidos escoltarão todos os petroleiros pelo Estreito de Ormuz", considerando que os iranianos fecharam a passagem.
"Se necessário, a Marinha dos EUA começará a escoltar petroleiros pelo Estreito de Ormuz o mais rápido possível. Em qualquer caso, os Estados Unidos garantirão o livre fluxo de energia em todo o mundo. Os EUA são a maior potência econômica e militar da Terra; outras medidas serão tomadas no futuro", escreveu.
França e Vaticano
O presidente francês, Emmanuel Macron, informou que o porta-aviões Charles de Gaulle, símbolo do poderio militar francês e atualmente no Mar Báltico, partirá para o Mediterrâneo ainda nesta terça-feira.
Após um "bombardeio limitado", que teve como alvo duas bases militares francesas nas primeiras horas do conflito no Oriente Médio, o chefe de Estado decidiu enviar reforços militares à região.
Quem também comentou os recentes acontecimentos foi o papa Leão XIV. O pontífice declarou que o mundo precisa "rezar e trabalhar pela paz" e pediu mais esforços para promover o diálogo em vez de conflitos.
"Devemos ter menos ódio e realmente nos esforçar para sempre promover o diálogo e encontrar soluções sem usar armas para resolver os problemas", declarou o religioso na residência papal em Castel Gandolfo. .