Trump afirma que democratas são brandos com o crime e defendem comunismo

17 set 2026 - 15h21
Resumo
Em campanha na Carolina do Norte para apoiar o candidato republicano ao Senado Michael Whatley, Donald Trump atacou a oposição, acusando os democratas de defenderem o comunismo e de serem brandos com a criminalidade. O comício visa reverter a desvantagem de Whatley frente ao democrata Roy Cooper, cuja equipe rejeitou as acusações falsas. O evento reflete o esforço de Trump para impulsionar o partido nas eleições de meio de mandato, em um cenário de baixa aprovação popular e forte disputa pelo Congresso.

O presidente dos Estados Unidos, Donald ‌Trump, fez campanha na Carolina do Norte na quarta-feira em apoio a um candidato republicano ao Senado que está atrás de seu adversário democrata nas pesquisas de opinião antes das eleições de meio de mandato, acusando os democratas de serem brandos com o crime e de abraçarem o comunismo.

Esses temas provavelmente serão centrais na série de aparições prometida por Trump em todo o país para fortalecer seu partido antes da votação ⁠de 3 de novembro. Todas as 435 cadeiras da Câmara e 34 das 100 cadeiras do Senado estarão ‌em disputa, e os democratas são favoritos para recuperar o controle da Câmara, enquanto as previsões apontam para uma disputa acirrada pela maioria no Senado.

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A Carolina do Norte foi sua primeira grande parada de campanha ‌desde a convenção de meio de mandato do Partido Republicano na ‌semana passada, quando ele repetidamente procurou retratar os democratas como extremistas e fora de sintonia com ⁠as questões culturais, ao mesmo tempo em que promovia sua postura linha-dura em relação à imigração — uma questão emblemática que por duas vezes o ajudou a chegar à Casa Branca.

Trump procurava ajudar Michael Whatley, que anteriormente presidiu o Comitê Nacional Republicano, a diminuir a diferença nas pesquisas em relação ao ex-governador democrata Roy Cooper.

Trump previu a vitória eleitoral ao mesmo tempo em que acusava falsamente os democratas de abraçar a ideologia comunista, ‌uma acusação que os democratas rejeitam como uma deturpação deliberada de suas políticas.

"Vocês vão esmagar os comunistas, e ‌é isso que eles são, são ⁠comunistas... Não seremos uma nação ⁠socialista. Eu estava certo. Eles estão buscando uma nação 'comunista'", disse ele.

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Uma tela exibia fotos do que ele disse serem alguns ⁠dos 3.500 detentos da Carolina do Norte que foram libertados ‌durante o mandato de Cooper como ‌governador, em um acordo firmado em 2021, na época da Covid, que reduziu a população carcerária do Estado.

"Roy Cooper quer que criminosos migrantes como esses fiquem à solta nas ruas da Carolina do Norte com políticas de cidades-santuário. Michael Whatley quer que eles sejam executados, presos ou deportados", disse ⁠Trump durante sua aparição de uma hora.

Um porta-voz da campanha de Cooper rejeitou a caracterização de Trump, dizendo que Cooper, ex-governador e procurador-geral da Carolina do Norte, passou sua carreira "colocando estupradores e criminosos violentos atrás das grades e assinando leis duras contra o crime".

"Essas acusações são falsas", disse o porta-voz.

Trump continua sendo uma força poderosa entre a base republicana, mas Whatley também precisará ‌conquistar o grande bloco de eleitores indecisos e não filiados da Carolina do Norte, à medida que os republicanos enfrentam preocupações crescentes com a acessibilidade financeira, o que tem prejudicado o apoio a Trump ⁠entre os eleitores mais moderados.

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Trump repetiu o que disse aos republicanos na convenção em Dallas na semana passada - para "fingirem que estou na cédula eleitoral" -, mesmo não estando concorrendo à eleição.

Uma pesquisa Reuters/Ipsos realizada na semana passada mostrou que o índice de aprovação de Trump está em 35%, acima dos 33% — o menor nível já registrado — da pesquisa anterior. Os democratas lideravam os republicanos por 44% a 37% na votação geral para o Congresso, a maior vantagem democrata na série Reuters/Ipsos desde que Trump retornou à Casa Branca em janeiro de 2025.

Os eleitores não filiados representam cerca de 40% do eleitorado registrado da Carolina do Norte, o que os torna o maior grupo de eleitores registrados do Estado.

Cooper liderava Whatley por 49% a 38% entre os eleitores prováveis em uma pesquisa recente da Universidade de Elon, enquanto 54% dos eleitores da Carolina do Norte na pesquisa desaprovavam o desempenho de Trump no cargo e 31% aprovavam.

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