O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou, durante uma reunião virtual com líderes do G7, que o Irã "está prestes a se render".
A informação foi revelada a Axios por três autoridades do grupo, segundo os quais, Trump teria ainda se vangloriado, no encontro online na quarta-feira (11), dos resultados da Operação Fúria Épica.
"Me livrei de um câncer que ameaçava a todos nós", disse o americano citado pelas fontes do G7.
"Ninguém sabe quem é o líder [do Irã], então não há ninguém para anunciar a rendição", acrescentou Trump ao ironizar o novo líder supremo de Teerã, Mujahidin Khamenei, chamando-o de "peso-leve".
De acordo com a Axios, todos os representantes do G7 instaram o mandatário de Washington a encerrar a guerra no Oriente Médio "o quanto antes". Eles também destacaram a necessidade de garantir a segurança do Estreito de Ormuz "o mais rápido possível".
O chefe de Estado americano respondeu que a situação em Ormuz "tem melhorado" e que os navios comerciais deverem "retomar a operar" na área, que segue bloqueada pelo Irã.
Sem definir um prazo para um cessar-fogo no Oriente Médio, o republicano apenas declarou que precisa "encerrar o trabalho" a fim de evitar "uma nova guerra no Irã nos próximos cinco anos".
O posicionamento de Trump na reunião virtual do G7 dividiu os participantes, com alguns definindo-o como "ambíguo e indeciso" em relação a seus objetivos e ao cronograma para o fim do conflito, realizado em conjunto com Israel. Enquanto alguns líderes saíram da videoconferência acreditando que o republicano quer encerrar as hostilidades no Irã, outros tiveram a percepção contrária.